‘Necessidade de uma ação é urgente’, diz secretária


| Tempo de leitura: 1 min
Há pelo menos 25 anos, a Pastoral do Menor iniciou um trabalho com crianças em situação de risco no Complexo Aeroporto. Na época, o índice de criminalidade do bairro assustava. De todas as ocorrências envolvendo menores em Franca, 75% tinham a participação de crianças ou adolescentes de 7 a 14 anos advindas daqueles bairros. “São números ainda observados e que preocupam”, disse Maria Ignês Archetti, secretária de Desenvolvimento Humano e Ação Social. “Os problemas com a infância e juventude não são exclusivos do Complexo Aeroporto, mas lá a necessidade de uma ação é urgente”, completou. Muitas famílias das crianças em questão são atendidas por programas sociais sejam do governo federal, estadual ou municipal. Mas segundo Maria Inês, somente um problema é resolvido. “Matamos a fome, mas as crianças continuam sem assistência durante o período em que não estão nas salas de aula”, disse. A secretária pretende acionar todos os setores no encontro do dia 30, às 19 horas na Unifran (Universidade de Franca), para aumentar a rede de atuação e apoio aos programas para infância e juventude do Aeroporto. “O que não é resolvido rápido cria patologias. É o que devemos evitar”, declarou. Segundo levantamento da secretaria de Ação Social, existem em Franca aproximadamente 11 mil famílias em situação de risco, com renda média mensal de meio salário mínimo. Destas, 7 mil são atendidas em programas sociais. As outras 4 mil esperam na fila pela abertura de mais vagas. “Estamos trabalhando para isso”, disse Maria Ignês Archetti. As ONGs, igrejas, redes filantrópicas e assistentes sociais tentam ajudar como podem.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários