Na edição de 14/03/2006, nesta mesma página, autor(a) anônimo(a), com propriedade, abordou o tema, sob determinado aspecto.
Tratando-se de assunto complexo, que remete a várias significações, tampouco pretendo esgotá-lo, é óbvio, senão apenas trazer alguns modestos e adicionais comentários, por estreito viés.
O corpo de segurança da aludida universidade evitou o que pôde e agiu corretamente ao expulsá-los (os que participaram do trote) de seus limites, prévia e devidamente orientados, o que isenta a instituição de qualquer responsabilidade pelo que houve, sequer ensejando qualquer comentário que possa macular a sua imagem.
Enquanto rito de passagem - do ensino médio para a universidade, da adolescência para a idade adulta -, algo simbólico poderia ser válido, desde que o objetivo fosse a condigna recepção aos calouros, estimulando-os a atitudes de cunho social, tal como sugeria o outro colaborador.
Fato é que alguns chegam à universidade enlevados por referenciais deturpados e desprovidos da base educacional necessária ao desenvolvimento acadêmico na área de conhecimento eleita. São deficiências comprometedoras para a formação do indivíduo, para o seu desenvolvimento acadêmico e para a excelência do futuro profissional que se pretende formar. E isso não é “privilégio” exclusivo, basta lembrar de recente e escatológico episódio ocorrido noutra universidade local.
Mas esse é o microcosmo de um contexto cultural abrangente, a ser dissecado por antropólogos, historiadores, sociólogos e outros, e pelo qual não me cabe enveredar. O ocorrido não adere à filosofia do corpo discente, menos ainda aos valores que ali se constroem.
Tratou-se de fato isolado e fora dos domínios da instituição, onde qualquer aviltamento físico ou moral é repudiado. Quanto à penalização dos protagonistas, que seja cominada com o devido rigor, mas respeitados os limites da lei, a despeito da repulsa que os fatos originaram e sob pena de se perpetrar a mesma exacerbação que se pretende combater.
Adauto Fernando Casanova
é aluno da Universidade de Franca e ex-aluno da Universidade Estadual Paulista.
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