Painel
Dia desses, algumas pessoas conversavam sobre qual seria o problema que mais tem incomodado a população de Franca no momento. Ganhou a questão dos moradores de rua e o número cada vez maior de pedintes, com a desordem que muitos deles aprontam, afastando as famílias das praças. Lembraram que na época do prefeito Sidnei Rocha, quando o responsável pela pasta da promoção social era o advogado Roberto Nunes Rocha, aconteceu uma reunião da qual participaram alguns representantes do Ministério Público, o então bispo da Diocese, D. Pedro Luiz Stringhini, representantes da Câmara e entre convidados da imprensa, eu estava lá. Recordo que eram apenas 56 os moradores de rua ou andarilhos, todos devidamente cadastrados, sabendo de sua origem, entre outros dados. E os que vinham chegando de outras cidades, apenas para ficar pedindo dinheiro, sem qualquer desejo de arrumar trabalho, teria que demonstrar estar limpo com a Justiça e até aconselhado a retornar para o lugar de origem. Quando um defensor público, na ocasião quis contestar, o secretário Roberto Nunes argumentou: “Além da questão social, isso é da responsabilidade da comunidade. E quem foi que disse que temos de resolver o problema de outras localidades? Cada município que arque com sua própria carga”. Depois disso, com a total tolerância, o número deles, vindos de todas as partes, só aumentou na administração do Alexandre Ferreira, multiplicando-se agora nesse começo de gestão de Gilson do Souza. E até quando nossa cidade vai suportar essa situação?