Painel
Até alguns anos atrás vivíamos tranquilamente sem o celular, falando apenas pelo fixo, e vivíamos muito bem, conversando mais com as pessoas, em vez de transformar o diálogo em digitação. Ninguém nega sua utilidade, assim como de outras utilidades modernas, mas há também o lado preocupante de virar uma dependência exacerbada, que em vez de ajudar pode prejudicar. Começando pelas crianças, que usam freneticamente seus celulares, como um brinquedo, que a faz brincar sozinha, pois mesmo trocando mensagens instantâneas, continuam sozinhas, em lugar de uma atividade física, que ensina a se relacionar com os outros no espaço comum. Por isso mesmo, esse crescimento assustador do número de crianças obesas, que em lugar daquelas brincadeiras de correr, saltar, e se exercitar, ficam sentadas ou deitadas com o celular na mão, transformando os jogos virtuais no seu esporte preferido. E muitas vezes aprendendo coisas negativas. Os adultos, da mesma forma, dão o exemplo às crianças, usando o celular até quando está dirigindo, ou atravessando a pé uma rua, e até fazendo sua caminhada. Como era saudável quando as pessoas conversavam descontraidamente, em vez de só se comunicar online. Não se espantem, mas já tem esposa chamando o marido e os filhos para almoçar ou jantar através de mensagens, mesmo estando a família toda na mesma casa. E até pra saber se o parceiro está disposto ou disposta para o amor naquela noite...