A dona de um buffet foi presa após atropelar e matar um menino de 5 anos durante uma festa de casamento em Tremembé na madrugada deste domingo (8). O caso foi noticiado por OVALE.
A empresária foi presa em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor com agravante de omissão de socorro. O menino, identificado como Bentinho, não resistiu.
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Conforme o registro policial, o caso aconteceu às 2h09 deste domingo, em um buffet na Rodovia Álvaro Barbosa Lima, no Parque Vera Cruz. A vítima participava da festa quando foi atingida pela caminhonete Chevrolet Montana conduzida pela proprietária do espaço.
O boletim informa que, logo após o atropelamento, os pais da criança pediram ajuda e um dos garçons do evento assumiu a direção do próprio veículo envolvido no acidente para levar o menino ao Pronto-Socorro Municipal de Tremembé. A criança deu entrada na unidade, mas não resistiu.
A tragédia
Segundo depoimentos colhidos pela polícia, uma convidada relatou que viu a criança caída no chão, como se estivesse procurando algo, no momento em que o veículo passou sobre ela.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a condutora parou, desceu do carro e entrou novamente no espaço da festa, sem retornar para acompanhar o socorro.
Na versão apresentada aos policiais, a empresária afirmou que manobrava o veículo no local quando sentiu ter passado por cima de alguma coisa.
Ela disse que, ao perceber que havia atingido uma criança, procurou o marido dentro do salão e depois foi levada para casa por ele, porque estaria muito nervosa com a situação.
Não prestou socorro
A polícia entendeu que o enquadramento inicial é de homicídio culposo na direção de veículo automotor, com aumento de pena quando o condutor deixa de prestar socorro à vítima, se isso era possível sem risco pessoal. Por esse motivo, a suspeita recebeu voz de prisão em flagrante e não teve fiança arbitrada no plantão.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é que, segundo os relatos colhidos, o chão do local do acidente teria sido lavado antes da perícia, o que prejudicou a preservação da cena.
A Polícia Civil também vai apurar se houve eventual fraude processual por causa da limpeza feita por pessoas ainda não identificadas.