Campinas chega aos 249 anos colecionando diversos fatos curiosos, diferentes e até mesmo grandes tragédias. A cidade, que já foi um oceano há 626 milhões de anos, também foi palco de um grande acidente aéreos, fenômeno meteorológico raro e abriga um acelerador de partículas - um dos únicos no mundo.
Um dos mais tradicionais pontos turísticos de Campinas, Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, foi local de uma pesquisa da Unicamp que mostrou ue há cerca de 626 milhões de anos, a cidade era coberta por um oceano e a conclusão foi possível após estudos com rochas encontradas no parque público a caminho do distrito de Sousas.
A pesquisa comprovou, por meio de análises petrográficas e geoquímicas, a existência de rochas de fundo oceânico em um afloramento presente no parque. A formação pode estar associada à evolução do supercontinente Gondwana.
Esse metamorfismo foi também datado no Lagis (Laboratório de Geologia Isotópica), do IG, a partir de análise geocronológica de um mineral chamado rutilo, o que estabeleceu a idade de aproximadamente 626 milhões de anos.
Sexto maior acidente aéreo do Brasil
Você sabia que o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, foi o palco do sexto maior acidente aéreo em número de mortos ocorrido em território brasileiro? A tragédia aconteceu em 23 de novembro de 1961 e vitimou as 52 pessoas que estavam na aeronave, sendo 40 passageiros e 12 tripulantes.
O voo 322 era de responsabilidade da companhia aérea Aerolíneas Argentinas, da Argentina. O aeródromo campineiro havia sido inaugurado pouco mais de um ano antes, no dia 19 de outubro de 1960, e este foi o primeiro acidente no local.
Segundo o relatório do acidente aéreo do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), um erro no procedimento após a decolagem fez a aeronave perder altitude e colidir com o solo minutos depois de ter levantado voo.
No mundo da física
Campinas também abriga Sirius, o maior acelerador de partículas de luz síncrotron do mundo.O nome é uma referência a Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno. Só há um outro equipamento comparável ao Sirius em operação - ele fica na Suécia. O acelerador brasileiro será o líder mundial na geração de luz síncrotron, podendo suportar até 40 pesquisas simultâneas.
A estrutura física da matéria é composta por átomos. Aceleradores são grandes laboratórios que usam carga elétrica para acelerar partículas a velocidades próximas à da luz. Com isso, conseguem quebrar os componentes da matéria, como as partículas elementares do átomo.
O Sirius é considerado melhor do que outros aceleradores porque os fótons estão concentrados em uma área menor, o que gera um brilho mais intenso. O acelerador campineiro permite extrair feixes muito concentrados dessa luz e realizar imagens mais rapidamente.
Fenômero raro destruiu bairros da cidade
Na noite de 4 de junho e madrugada do dia 5 de 2016, Campinas foi atingida por um fenômeno climático chamado microexplosão. Os ventos fortes e muitos raios assustaram moradores, destelharam casas e causaram muitos estragos pela cidade. Foram contabilizadas pelo menos 100 quedas de árvores. Logo após o caos, chegou a ser noticiado que um tornado havia passado pela cidade.
A microexplosão teve raio de ação em três pontos da cidade. Ele teria se formado primeiro em cima da região do Galleria Shopping, seguido para a região do Taquaral e encerrando na região da Cidade Judiciária. Foram registrados ventos de 88 km/h na estação metereológica de Barão Geraldo e 74 mm de chuva em apenas 45 minutos, inclusive granizo.
Os dois fenômenos (microexplosão e tornado) são muito parecidos, caracterizados por correntes de ar extremamente fortes, mas têm diferenças. O tornado é uma forte corrente de ar que desce das nuvem em espiral. Já na microexplosão, a corrente de ar despenca em linha reta, como um "corredor de vento", sem apresentar espiralidade, sobre uma determinada área.
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