INQUÉRITO

Ministério Público abre investigação para apurar morte de criança no Taquaral

Por Thiago Rovêdo | Especial para Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Rede Social
Queda de árvore causou morte de criança de 7 anos
Queda de árvore causou morte de criança de 7 anos

A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Campinas instaurou um procedimento para investigar a queda da árvore que vitimou a pequena Isabela Tibúrcio Fermino, de sete anos. A criança morreu na manhã de terça-feira, 24, após ser atingida por uma árvore na Lagoa do Taquaral.

De acordo com o MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo), entre as diligências já feitas, a promotoria "solicitou também parecer técnico do Caex (órgão técnico do MPSP) para se examinar as condições fitossanitárias das árvores do Parque".

Somente na Lagoa do Taquaral são cerca de dois mil eucaliptos. Eles variam entre 20 e 40 metros de altura. A Prefeitura de Campinas decidiu manter os 25 parques e bosques de Campinas, incluindo a Lagoa do Taquaral e o Bosque dos Jequitibás, fechados até o dia 3 de fevereiro, quando será feita uma reavaliação desta medida. Em menos de 30 dias, duas pessoas morreram em decorrência de queda de árvores de parques públicos da cidade.

Após a tragédia, Campinas iniciou uma análise em todas as árvores de parques, para saber quais precisam passar por exames específicos.

A  última vez que esses exames foram feitos na Lagoa Taquaral foi em abril de 2015. Na época, foram examinados diversos eucaliptos, através de uma topografia, com um aparelho chamado de resistógrafo. Após o exame, sete eucaliptos com suspeita de instabilidade foram extraídos da área.

De acordo com a Secretaria de Serviços Públicos as equipes do Departamento de Parques e Jardins está realizando o levantamento em locais de lazer e de uso da população.

Causas
No dia da tragédia, a secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, afirmou que ainda precisa de uma avaliação mais precisa para entender as causas do acidente. O chefe da Pasta, por outro lado, afirmou que a responsabilidade da tragédia é do poder público de qualquer forma.

"As equipes que fizeram a análise técnica visual constataram que a árvore está sadia. A árvore caiu porque perdeu a sustentação com o solo, que estava encharcado. Choveu 500 milímetros em janeiro, a média histórica é 200", explicou Paulella no dia.

O secretário informou também que já pediu dados ao Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) para entender como estavam as condições climáticas na Lagoa do Taquaral no momento do acidente.

Comentários

Comentários