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Emeii chega a dois dias sem aulas e Promotoria chama as partes

Por Bruno Freitas | da Redação
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Bruno Freitas
A paralisação continua nesta quarta-feira (7), pedindo segurança; professoras dizem que o atendimento é de excelência e mãe descarta transferir o filho de escola
A paralisação continua nesta quarta-feira (7), pedindo segurança; professoras dizem que o atendimento é de excelência e mãe descarta transferir o filho de escola

A Escola Municipal de Ensino Infantil Integral (Emeii) Etelvina de Araújo Almeida, na Vila Garcia, em Bauru, chega nesta quarta-feira (7) ao seu segundo dia consecutivo com aulas paralisadas, em razão de divergências entre professoras e uma das mães. O caso exigiu intervenção da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de Bauru, que fará uma audiência de intermediação às 14h desta quarta, entre o promotor Lucas Pimentel de Oliveira, representantes da Secretaria Municipal de Educação, a diretora da Emeii e a mãe que é apontada pelos servidores de ter uma conduta que foi o estopim do imbróglio. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) acompanhou o segundo dia de paralisação da Emeii e estará presente na audiência. Tanto a Emeii quanto o Sinserm garantem que todos os dias sem aulas serão repostos em uma data futura, seja em outubro ou em novembro.

Conforme o JC/JCNET vem noticiando, com espaço aberto para todos os envolvidos - professoras, servidores, mães, Secretaria de Educação e sindicato, a escola paralisou as aulas em seu primeiro dia, nesta terça-feira (6), segundo os servidores, devido a diversos episódios de violência verbal, acessos não autorizados, sensação de insegurança. Existem acusações e registros de boletins de ocorrências (BOs) de ambos os lados: educadores e a uma mãe de aluno. O caso também é apurado pela Polícia Civil. Este fato forçou, segundo os servidores, na paralisação das aulas emergencialmente. Eles destacam a necessidade de mais proteção para que possam educar.

“NÃO EXISTE MAUS-TRATOS AQUI”

Nesta quarta-feira (7), com o segundo dia de paralisação das aulas, o JC/JCNET conversou com os professores na Emeii Etelvina de Araújo Almeida, e eles refutam a acusação de que existem maus-tratos na unidade, afirmando que o serviço é feito com muito amor e excelência para todas as crianças, sem distinção. Uma das professoras, inclusive, já teve seus filhos matriculados na Emeii Etelvina. Eles reivindicam providências da Secretaria de Educação, entre elas a transferência do menino, não por causa dele, mas sim pela conduta de sua mãe no dia a dia. Existem duas escolas próximas daquela região: uma no Jardim Godoy e uma no Núcleo Gasparini.

Enquanto a reportagem conversava com os servidores da Emeii Etelvina, uma mãe de aluno pediu oportunidade de falar sobre o tema. Ela elogiou a estrutura da escola e o trabalho dos servidores, mas destacou que teve que transferir o seu filho de 5 anos para uma outra escola devido à quantidade de brigas e discussões que, segundo ela, foram geradas por esta mãe do menino envolvida no imbróglio. O JC/JCNET procurou mais uma vez esta mãe, nesta quarta-feira (7), e ela descarta que fará a transferência do filho. “Eu moro há duas quadras da escola. Tenho dois filhos estudando nela. Não vou transferir”, afirma.

Um discurso foi unânime entre todos os envolvidos: a Secretaria de Educação estava ciente do problema há meses e não interveio antes que a situação chegasse ao seu ápice de conflito e à paralisação das aulas por dois dias consecutivos.

NOTA DA PREFEITURA

Por meio de nota, a Secretaria Municipal da Educação frisa que atua junto ao Ministério Público para tratar da situação envolvendo a Emeii Etelvina para buscar, conjuntamente, uma solução que garanta a segurança da comunidade escolar e permita a retomada das atividades na unidade. Confira a nota na íntegra:

“A escola está no segundo dia de paralisação em razão da mobilização dos servidores. Os pais e responsáveis seguem sendo orientados pela equipe escolar. A Prefeitura lamenta que a situação esteja prejudicando os demais alunos e suas famílias, especialmente porque o caso vem sendo tratado pela Secretaria Municipal da Educação com a seriedade e a responsabilidade que a situação exige.

A mobilização ocorre após episódios envolvendo a mãe de um aluno, que teria agredido a diretora da unidade e também se envolvido em agressões contra professores. Diante dos fatos, a diretora adotou as medidas judiciais cabíveis, inclusive com pedido de medida cautelar.

A Secretaria Municipal da Educação também recebeu denúncias apresentadas pela mãe do aluno envolvendo a conduta de um servidor da unidade. As informações estão sendo devidamente apuradas pela Secretaria, com a responsabilidade e o cuidado necessários, sem qualquer antecipação de conclusões.

A Secretaria acompanha toda a situação e vem adotando as providências que estão dentro das atribuições legais do município. O caso também já foi comunicado à Polícia Militar, ao Ministério Público e ao Sindicato dos Servidores Municipais.

Diante da continuidade da paralisação e considerando as providências que vêm sendo adotadas pela administração municipal para o enfrentamento da situação, o corpo jurídico da Prefeitura será acionado para analisar a legalidade da manutenção da paralisação e orientar as medidas administrativas eventualmente cabíveis.

A Prefeitura reforça que segue trabalhando para que uma solução seja construída o mais breve possível, respeitando os limites da lei e as competências de cada órgão, com prioridade para a segurança dos servidores, alunos e famílias e para a retomada das atividades escolares”, diz o texto.

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