Os moradores de Bauru não estão nada satisfeitos com o preço dos alimentos que estão sendo praticados nos estabelecimentos comerciais. A reportagem esteve nos últimos dias em quatro supermercados localizados em diferentes pontos da cidade e com variados perfis socioeconômicos. O JC ouviu moradores em um atacadista e varejistas no Jardim Santa Edwiges, na Vila Nova Cidade Universitária, Jardim Estoril e Vila Cardia. A reclamação mais comum foi o preço da carne vermelha, mas muitos avaliam que os preços em geral os obrigaram a mudar hábitos e adaptar a rotina, comprando só o básico, quando está em promoção
Por causa da alta nos preços dos alimentos (veja página 7), a população precisa improvisar na hora das compras e só adquirir os itens essenciais que faltam nas prateleiras. A estratégia da maioria é substituir o bovino pelas opções mais em conta como o frango e a carne suína. Muitos relatam terem incluído comidas ultraprocessadas, como salsicha e calabresa na dieta. A reestruturação no cardápio envolve abrir mão dos itens que tem preferência para poder acomodar as altas no orçamento.
Outra mudança destacada pelos moradores é no hábito de compras. A inflação que marcou as décadas de 80 e 90 transformou a frequência dos brasileiros no supermercado. Para driblar a variação dos preços, o costume eram as compras do mês — quando a população ia ás compras logo que o salário cai e estocava alimentos para o restante dos dias até o próximo pagamento.
Agora, com os aumentos nos últimos anos, esse hábito se transformou. Os bauruense afirmam que se tornou impossível estocar comida.
As visitas aos supermercados se tornaram mais frequentes. Um dos entrevistados disse ter ido comprar carne um dia por conta de uma promoção e retornou no outro dia.
Outras pessoas afirmam que agora vão ao supermercado semanalmente, para garimpar promoções e adquirir os itens que acabaram.
