Presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura a compra do material Palavra Cantada, adquirido pela Prefeitura de Bauru em agosto de 2022 ao custo de R$ 5,2 milhões, o vereador Markinho Souza (PSDB) admite que a aprovação de uma eventual condução coercitiva para obrigar a ex-secretária Maria do Carmo Kobayashi (Educação) a depor cria uma “situação desconfortável”.
“Não quero adiantar meu voto. Mas confesso a vocês que não me deixa nem um pouco confortável você pegar uma pessoa que veio de forma espontânea até a Câmara para trazer documentos, que foi elogiada pela maioria dos vereadores, e dar a ela uma viatura policial de presente. Uma viatura com uma autorização de condução coercitiva”, afirmou o tucano.
As declarações foram proferidas na manhã de hoje (23) durante nova reunião dos membros da CEI. A vereadora Chiara Ranieri (União Brasil), autora do pedido contestou o argumento. “Sei que isso é algo novo na história das CEIs em Bauru. Mas as falas [obtidas nos depoimentos] se contradizem. E aqui não acuso ninguém de mentir. Só acho que precisamos esclarecer isso”, sustentou Chiara.
A vereadora também afirmou estranhar que Kobayashi tenha tido “coragem para enviar todo o material, como conversas de WhatsApp e uma carta, à Comissão de Fiscalização e Controle, e ao mesmo tempo não vir até esta Comissão Especial de Inquérito para prestar depoimento”.
Para ela, a decisão de Kobayashi é ainda mais singular à medida em que a ex-secretária se recusa a depor à CEI mesmo diante de um pedido de uma condução coercitiva contra ela. “É importantíssimo que a professora [Kobayashi] se sensibilize e venha até a CEI de maneira espontânea. Ela hoje não é secretária, mas ocupava o cargo quando da compra do material”, apontou.
Comentários
2 Comentários
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Maria 23/08/2023Desconforto quem anda sentindo somos nós vereador, de ver vc e outros passando pano pra tanta coisa errada acontecendo na atual gestão!!!! Se depender de mim o senhor nao se reelege, nem outros -
APARECIDO DE OLIVEIRA LIMA 23/08/2023Tem pé de coelho nessa história da secretária por que está voltando para trás do que acusou então ela tem que ser criminalmente julgada