O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou prefeitos de diferentes cidades brasileiras de dificultar o acesso dos eleitores às urnas neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo ele, a redução da circulação de ônibus teria prejudicado o deslocamento de parte da população até os locais de votação.
Em declaração a jornalistas, Lula mencionou relatos de problemas em cidades como São Paulo (SP), Salvador (BA), Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Teresina (PI) e Petrópolis (RJ), além de Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. O presidente afirmou que buscaria providências junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir o direito de voto das pessoas afetadas.
Lula cobrou extensão do horário de votação
O presidente defendeu que a Justiça Eleitoral avaliasse a possibilidade de ampliar o período de votação para permitir que eleitores prejudicados pelo transporte público conseguissem chegar às urnas.
Lula também comparou os episódios aos bloqueios realizados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no segundo turno das eleições de 2022, quando operações nas estradas, especialmente no Nordeste, geraram denúncias de dificuldades no deslocamento de eleitores.
Durante a declaração, o presidente pediu que a população não desistisse de votar diante dos obstáculos relatados. Ele afirmou que pretendia tratar do assunto com o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, e com o vice-presidente da Corte, ministro André Mendonça.
Presidente fala em responsabilização de prefeitos
Além de cobrar medidas para assegurar a participação dos eleitores, Lula afirmou que pretende buscar a responsabilização dos gestores municipais que, segundo ele, tenham atuado para dificultar o acesso às urnas.
“Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desses prefeitos por crime eleitoral”, declarou.
O presidente também utilizou expressões como “banditismo” e “mau caratismo” ao criticar as condutas que atribuiu aos gestores. As acusações foram feitas durante a votação do segundo turno e dizem respeito a situações que, segundo ele, precisariam ser apuradas pelas autoridades competentes.