ARTIGO

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL: A COMPETÊNCIA QUE DEFINE DESTINOS!

Por Junior Ometto |
| Tempo de leitura: 2 min

As emoções não são inteligentes. 
Elas são impulsivas, reativas e foram programadas para nos proteger, não para tomar as melhores decisões. 

Quando não conhecemos as nossas emoções, nos tornamos reféns delas. 
Quando aprendemos a compreendê-las e gerenciá-las, transformamos emoção em estratégia, pressão em equilíbrio e desafios em crescimento.

Vivemos em uma época em que o conhecimento está disponível em todos os lugares, mas a capacidade de lidar com as próprias emoções continua sendo um dos maiores desafios do ser humano.

Saber muito não garante equilíbrio, assim como ter talento não garante sucesso. Muitas vezes, o que determina nossos resultados não é o que sabemos, mas como reagimos diante da vida.
Relacionamentos saudáveis, liderança eficaz, produtividade, saúde mental e qualidade de vida possuem uma característica em comum: dependem de um bom gerenciamento emocional.

A neurociência tem demonstrado que nossas emoções influenciam diretamente nossa percepção da realidade, nossos comportamentos e nossa capacidade de resolver problemas.

Por isso, desenvolver inteligência emocional não é apenas uma escolha inteligente, mas uma necessidade para quem deseja viver com mais equilíbrio e significado.
Sabemos hoje que a dinâmica da nossa mente funciona sob três aspectos e nesta ordem: pensamentos, sentimentos e comportamento, ou seja, tudo o que pensamos e sentimos (ou vice-versa), tem reflexo direto em nosso comportamento, em nossas decisões.

Somos, neste momento, um “resultado” do que pensamos, sentimos e fizemos até hoje e seremos amanhã o que estamos pensando e sentindo hoje.  Costumo dizer que as emoções regulam nossa realidade e a forma como interagimos com o mundo. 

Desse pensamento, conseguimos entender a importância de um bom gerenciamento emocional e temos a “raiz” do que chamamos hoje “Inteligência Emocional”, pois é a partir do conhecimento das nossas emoções e das emoções dos outros que podemos gerenciar de maneira eficaz nossas decisões e comportamentos.

No mundo pessoal, a falta de inteligência emocional destrói relacionamentos, gera conflitos desnecessários, aumenta a ansiedade e nos faz agir por impulso. 
No mundo profissional, ela compromete a liderança, a comunicação, a tomada de decisão e a capacidade de influenciar pessoas.

A ciência tem mostrado isso de forma consistente. Pesquisas da TalentSmart, realizadas com milhões de profissionais, apontam que a Inteligência Emocional é responsável por cerca de 58% do desempenho profissional, e que 90% dos profissionais de alta performance apresentam elevados níveis de inteligência emocional.

Mais impressionante ainda: apenas 36% das pessoas conseguem identificar corretamente suas emoções enquanto elas acontecem, o que significa que a maioria reage sem compreender o que realmente está sentindo.

Por isso, o futuro pertence menos aos que sabem mais e mais aos que conseguem administrar melhor a si mesmos.

Ao longo da minha trajetória como psicanalista, consultor e especialista em Inteligência Emocional, tenho ajudado milhares de pessoas e muitas Organizações a desenvolverem essa competência que muda carreiras, fortalece relacionamentos e melhora a qualidade de vida, clima e resultados. Vivemos em voz alta, cercados de opiniões, distrações e ruídos. 

Mas é no silêncio que encontramos as respostas que passamos a vida procurando do lado de fora. O verdadeiro "poder" não está em controlar os outros. Está em não ser controlado pelas próprias emoções.

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