OPERAÇÃO JANUS

Servidoras da Fazenda são alvo de busca e apreensão em Araçatuba

Por Vitor Moretti | da Redação
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Divulgação
A Folha apurou que uma das linhas de investigação da Operação Janus envolve a suposta comercialização de dados sigilosos para terceiros
A Folha apurou que uma das linhas de investigação da Operação Janus envolve a suposta comercialização de dados sigilosos para terceiros

Uma operação da Polícia Civil e da Controladoria Geral do Estado (CGE) cumpriu, nesta terça-feira (7), três mandados de busca e apreensão em Araçatuba no âmbito da Operação Janus, que investiga supostos crimes de corrupção.

Dois mandados foram cumpridos nas residências de servidoras vinculadas à Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. O terceiro foi executado na unidade da própria Secretaria, onde as investigadas exercem suas funções.

As diligências contaram com apoio operacional do Grupo de Operações Especiais (GOE) e acompanhamento de representantes da Controladoria Geral do Estado.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos celulares, notebooks e documentos. O material será analisado e deverá subsidiar as investigações conduzidas pelo Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (CERCO), da 1ª Seccional da Capital.

Em nota, a Controladoria Geral do Estado informou que as investigações da Operação Janus permanecem sob sigilo para evitar prejuízos ao andamento da apuração.

A Folha da Região apurou que uma das linhas investigativas envolve a suposta comercialização de dados sigilosos para terceiros. No entanto, as autoridades não divulgaram qual seria a participação das servidoras alvo dos mandados em Araçatuba nem quais condutas específicas são atribuídas a elas.

A reportagem procurou a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo para solicitar posicionamento sobre a operação e questionar se houve adoção de medidas administrativas em relação às servidoras investigadas. Até o fechamento desta edição, não houve retorno.

Até o momento, não há informações sobre prisões. As investigações prosseguem sob sigilo.

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