EFEITO SANFONA

Pararam de emagrecer? 58% retomam uso das canetas emagrecedoras

Por Redação/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
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Um novo levantamento apresentado durante o encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, nos Estados Unidos, trouxe um dado que chama atenção sobre o uso das chamadas canetas emagrecedoras.
Um novo levantamento apresentado durante o encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, nos Estados Unidos, trouxe um dado que chama atenção sobre o uso das chamadas canetas emagrecedoras.

Um novo levantamento apresentado durante o encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, nos Estados Unidos, trouxe um dado que chama atenção sobre o uso das chamadas canetas emagrecedoras. Segundo os pesquisadores, grande parte dos pacientes que interrompem o tratamento acaba retomando o uso dos medicamentos em um período relativamente curto.

A pesquisa analisou adultos entre 18 e 64 anos diagnosticados com obesidade e diabetes tipo 2 que utilizaram medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, grupo que inclui substâncias presentes em tratamentos populares para perda de peso.

Interrupção é frequente

Os resultados apontaram que cerca de 40% dos pacientes deixaram de utilizar os medicamentos já no primeiro ano de tratamento. Ao final de dois anos, esse percentual chegou próximo de 60%.

No entanto, a interrupção nem sempre é definitiva. Os pesquisadores identificaram que 41,5% dos pacientes que abandonaram o tratamento voltaram a utilizar os medicamentos em até um ano. Em dois anos, esse índice sobe para 58%.

Segundo os autores, os dados indicam que o uso dessas terapias costuma ocorrer de forma intermitente, contrariando a percepção de que a maioria dos pacientes abandona definitivamente o tratamento.


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Diferenças entre os medicamentos

O estudo também observou comportamentos distintos entre os principais medicamentos analisados.

Pacientes que utilizavam tirzepatida apresentaram uma chance 41% menor de interromper o tratamento quando comparados aos usuários de liraglutida. Já aqueles que faziam uso de semaglutida registraram uma probabilidade 28% menor de abandono em relação à mesma comparação.

Os pesquisadores avaliam que essas diferenças podem estar relacionadas à eficácia, à tolerabilidade e à experiência dos pacientes com cada medicamento.

Especialista influencia continuidade

Outro dado relevante identificado pela pesquisa foi a influência do acompanhamento médico. Pessoas que receberam a prescrição inicial por um endocrinologista apresentaram cerca de 10% menos chances de interromper o tratamento.

Além disso, efeitos colaterais gastrointestinais, como náuseas e desconfortos estomacais, estiveram entre os principais fatores associados à desistência do uso das canetas emagrecedoras.

Crescimento do uso preocupa especialistas

Com a popularização de medicamentos voltados ao controle do peso e do diabetes, especialistas reforçam a importância do acompanhamento médico contínuo. A interrupção sem orientação adequada pode comprometer os resultados obtidos e aumentar as chances de retomada do tratamento futuramente.

Os dados apresentados reforçam que a obesidade é uma condição crônica e que o tratamento costuma exigir estratégias de longo prazo para alcançar resultados duradouros.

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