ARTIGO

O que as doenças nos ensinam (3-4)

Por Luiz Xavier |
| Tempo de leitura: 2 min
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“Para ser amado, produtivo e invejável preciso seguir os modelos e condicionamentos. Não penso e vou em frente. Mas, lá no fundo, sinto raiva, medo e culpa. Tudo isso me intoxica e vem a dificuldade de pensar e discernir. O que fazer? O instinto de preservação prevalece. Não faço o que realmente desejo. Então, rapidamente vem a sensação de cansaço e falta de vitalidade. Vem a frustração, depressão, sensibilidade à flor da pele, choro, desespero, falta de ânimo, mau humor e ansiedade.

Perceba que tudo o que foi gerado neste processo é venenoso. Os pensamentos, as emoções e os sentimentos não foram amorosos, mas sofridos, insanos. As formas de compensação também são ‘drogas’ ao serem usadas como um ópio para sedar a dor, o vazio e a subnutrição da Alma. Para sair deste círculo vicioso é preciso desintoxicar-se. 
Precisamos dos nossos órgãos excretores a pleno vapor para nos ajudar. Mas, sem consciência, acordamos e imediatamente tomamos um estimulante qualquer: café, chá, álcool, fumo ou comida. Desta forma, todos os sintomas descritos acima, que correspondem à sobrecarga nos órgãos de eliminação e a um início de intoxicação geral, desaparecem em alguns instantes. 
Todos os estimulantes - ou o simples fato de comer - bloqueiam os mecanismos de eliminação. A sensação de melhoria é imediata, mas as toxinas não são eliminadas e serão certamente reabsorvidas, acumulando-se, dia após dia.

Quando um órgão de eliminação está sobrecarregado, o corpo cria um recurso de compensação, aumentando a mobilização via outros órgãos excretores. Este mecanismo funciona bem se for por um breve período ou esporadicamente. Mas quando acontece com frequência, este recurso entrará em alerta avisando o proprietário do corpo, através de sintomas cada vez mais intensos que algo não está bem. Entretanto, se os avisos ficam sem resposta, crises de eliminação irão surgir em diferentes níveis de gravidade.

A maior parte das inflamações e infecções são esforços do organismo para se livrar das substâncias nocivas que se depositam nas suas células e nos espaços intercelulares.  
Alergias, intoxicações, fungos, vírus e bactérias não são agressores externos que atacam o organismo por acaso. Seu papel é super útil, desde que os mecanismos de autodefesa do corpo estejam prontos para bloquear e controlar a sua ação.

Entretanto, a maior parte dos tratamentos realizados somente pelos sintomas de doenças agudas, bloqueiam os mecanismos de eliminação, proporcionando um bem-estar imediato. Ou seja, a causa da doença fica abafada, criando ainda outros fenômenos aos quais chamamos de efeitos colaterais. Neste caso, a causa não é atacada, o organismo fica mais intoxicado e mais enfraquecido aparecendo, então, as doenças crônicas.

Mas, ainda num esforço de absoluta inteligência divina, o organismo trata de confinar as toxinas a locais delimitados (como os abscessos de fixação, os tumores e cistos) ou para manter abertas algumas válvulas de segurança para a eliminação (como as úlceras que não cicatrizam).

Para as culturas orientais, quando alguém é acometido de algum mal, a pessoa se sente grata, pois é um momento especial para a realização de uma introspecção e autoanálise.

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