JÚRI ADIADO

“Mataram meu filho de novo”, diz pai de Henry Borel

Por Gabriela Lima/JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min

O adiamento do julgamento do caso Henry Borel, ocorrido na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, provocou revolta e emoção no Tribunal do Júri nessa segunda-feira (23). Após a sessão ser suspensa depois que a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior (Jairinho) deixou o plenário, o pai do menino, Leniel Borel, desabafou e afirmou que a decisão foi como se o filho tivesse sido morto novamente.

O julgamento foi remarcado para o dia 25 de maio. Com o adiamento, a Justiça determinou a soltura de Monique Medeiros, que aguardará o júri em liberdade. Já o ex-vereador continuará preso.

Defesa abandona plenário e julgamento é adiado

A sessão do Tribunal do Júri chegou a começar normalmente, com o sorteio dos jurados e a leitura da denúncia. Durante o julgamento, os advogados de defesa de Jairinho pediram o adiamento do processo alegando que não tiveram acesso completo a provas.

O pedido foi negado pela juíza Elizabeth Machado Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), responsável pelo caso. Em seguida, os advogados anunciaram que deixariam o plenário, o que impediu a continuidade do júri, já que o réu não pode ficar sem defesa. Diante da situação, a magistrada encerrou a sessão e remarcou o julgamento para maio.

A juíza classificou a atitude como abandono processual e determinou que a defesa deverá arcar com os custos da sessão, além de encaminhar o caso para análise de possíveis sanções disciplinares.

Monique Medeiros é solta após adiamento

Com o adiamento do julgamento, a Justiça entendeu que a prisão de Monique poderia configurar excesso de prazo, já que ela aguardava o júri presa há um longo período. Por isso, foi determinado o relaxamento da prisão, e ela responderá ao processo em liberdade até a nova data do julgamento.

O Ministério Público informou que deve recorrer da decisão.

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Caso Henry Borel virou série e documentário

A repercussão do caso Henry Borel, ocorrido na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, ultrapassou o âmbito judicial e também chegou às produções audiovisuais. Séries e documentários passaram a reconstituir o crime, a investigação e os desdobramentos do processo, ampliando o debate público sobre violência infantil no Brasil.

A história foi retratada na série Investigação Criminal, disponível na plataforma de streaming Apple TV, em um episódio de longa duração que detalha a investigação e os acontecimentos que antecederam a morte do menino.

Além disso, a plataforma HBO Max anunciou a produção de um documentário sobre o caso. Também foi lançado um documentário produzido pela revista Veja, disponível no YouTube, com depoimentos e reconstrução do caso.

Relembre o caso Henry Borel

O caso Henry Borel aconteceu na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O menino morreu em 07 de março de 2021, aos 4 anos, após ser levado ao hospital durante a madrugada pela mãe e pelo padrasto.

A investigação apontou que a criança apresentava diversas lesões pelo corpo, incluindo traumas na cabeça e hemorragia interna, descartando a hipótese de acidente.

Segundo a Polícia Civil, o menino teria sido vítima de agressões frequentes. O inquérito também aponta que a mãe teria conhecimento das agressões e não teria impedido a continuidade das violências.

Com o julgamento marcado para maio, o caso volta a mobilizar a Justiça e a opinião pública em todo o país, sendo considerado um dos crimes de maior repercussão nacional nos últimos anos.

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