SAÚDE

Vigilância confirma óbito por febre maculosa em Piracicaba

Por Bia Xavier - JP |
| Tempo de leitura: 3 min
Imagem gerada por IA

A Vigilância Epidemiológica Municipal, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, confirmou nesta segunda-feira (12) mais um óbito por febre maculosa em Piracicaba. A vítima é um homem, com idade entre 70 e 79 anos, que morreu em novembro de 2025. Com essa confirmação, o município soma três mortes pela doença naquele ano.

A partir de agora, a investigação do Local Provável de Infecção (LPI) ficará sob responsabilidade do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Em 2026, até o momento, não há registro de casos de febre maculosa na cidade. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o primeiro óbito por febre maculosa em Piracicaba em 2025 foi confirmado em junho, e o segundo em agosto. Já em 2023, o município registrou cinco casos da doença, com duas mortes. Em 2024, não houve confirmações.

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Doença grave e áreas de risco

A febre maculosa é transmitida pelo carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii e pode evoluir rapidamente para quadros graves e até óbito. A Secretaria Municipal de Saúde alerta que o período de maior incidência da doença ocorre entre os meses de junho e novembro.

Em Piracicaba, o risco é ampliado pela presença do rio que corta a cidade, local que costuma atrair moradores e visitantes para atividades de lazer. As margens também são habitat frequente de capivaras, consideradas um dos principais hospedeiros do carrapato-estrela.

Além das margens do rio Piracicaba, desde o bairro Monte Alegre até o distrito de Ártemis, outras áreas são consideradas de maior risco, como as margens do ribeirão Piracicamirim, a lagoa do Santa Rita, o Parque da Rua do Porto e a margem do rio Corumbataí. Nesses locais, a Prefeitura mantém placas de alerta sobre a presença do carrapato.

Sintomas, diagnóstico e tratamento

A Secretaria de Saúde orienta que pessoas que moram, trabalham ou frequentam áreas de transmissão fiquem atentas a sintomas como febre, dor no corpo, desânimo, náuseas, vômito, diarreia e dor abdominal. Diante desses sinais, é fundamental procurar atendimento médico e informar sobre a permanência em áreas de risco.

O diagnóstico precoce da febre maculosa é considerado difícil, especialmente nos primeiros dias, já que os sintomas iniciais podem ser confundidos com os de outras doenças, como dengue, leptospirose e hepatites virais. Por isso, o histórico de exposição a áreas de mata, trilhas, fazendas ou locais com presença de carrapatos é decisivo para o atendimento adequado.

A doença tem cura, desde que o tratamento com antibióticos específicos seja iniciado nos primeiros dois ou três dias após o início dos sintomas. A orientação é que o medicamento seja administrado mesmo antes da confirmação laboratorial, que pode demorar. O atraso no diagnóstico e no tratamento pode causar complicações graves, como comprometimento do sistema nervoso central, rins, pulmões e lesões vasculares, levando à morte.

Prevenção e orientações à população

O trabalho de orientação e prevenção da febre maculosa é realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio do CCZ, que desenvolve ações educativas em escolas públicas e particulares, além de empresas. As visitas orientativas podem ser solicitadas pelo SIP 156 ou pelo telefone (19) 3427-3008.

Entre as principais recomendações de prevenção estão:

  • Usar roupas claras, que facilitam a visualização do carrapato;
  • Utilizar calças, botas e blusas de manga comprida ao circular por áreas arborizadas ou com gramados;
  • Evitar locais com vegetação alta;
  • Verificar o corpo e os animais de estimação após exposição a áreas de risco;
  • Remover carrapatos com pinça, sem esmagá-los, puxando com cuidado e firmeza;
  • Lavar o local da picada com água e sabão ou álcool;
  • Colocar as roupas usadas em água fervente para eliminar possíveis carrapatos.

A Secretaria de Saúde reforça que a informação e a atenção aos sintomas são fundamentais para reduzir o risco de casos graves e óbitos por febre maculosa no município.

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