ARTIGO

O público e privado na cultura piracicabana

Por Gilmar Rotta | 27/01/2024 | Tempo de leitura: 3 min

Piracicaba é efervescente. Desde os mais remotos anos da nossa história, a cultura é fato de destaque, que projeta seu nome para o país e fora dele. Da música clássica ao cururu, das artes circenses ao teatro, da música popular que encantava nossa boemia aos grandes espetáculos musicais, das nossas festas tradicionais, religiosas ou temáticas, não falta vontade na nossa gente para participar, contribuir e acolher os turistas que vêm para cá para nos prestigiar.

A cultura é um setor tão fundamental de uma cidade que nunca o que for investido pelo setor público será suficiente para acolher iniciativas ou atender as demandas e necessidades. Propagar todas as artes, valorizá-las e criar condições para o seu desenvolvimento não pode, jamais, ser visto como gasto, e sim um investimento.

A cultura retorna em emprego, em qualidade de vida, na felicidade das pessoas, na geração de uma economia viva que envolve artesãos e artesãs, atores, diretores, produtores de teatro, cinema, shows, enfim, uma diversidade de possibilidades de fazer a economia circular de forma produzir, apenas, resultados positivos.

Ocorre que – e isso é comum a grande maioria das cidades – o orçamento municipal, sozinho, não consegue mover esta roda, apesar de todos os esforços e de toda a movimentação que nós, vereadores, conselho municipal de cultura, grupos populares buscamos fazer junto a Prefeitura.

Por isso, ações das esferas de governo estadual e federal, como Proac, Lei Paulo Gustavo, Lei Aldir Blanc, e outras possibilidades de acesso a recursos para financiamento da cultura local são fundamentais para este impulso. Quando o recurso não vem direto a um projeto aprovado, é preciso que a iniciativa privada – não a diretamente envolvida na produção cultural – atente-se a possibilidade de promover cultura e contribuir para a qualidade de vida da cidade.

Assim como a projetos ligados a criança e adolescentes, via Fumdeca, as empresas podem destinar parte dos seus impostos devidos à produção cultural. É simples, traz um enorme valor agregado ao patrocinador e não gera novos custos. Mas apesar disso, ainda é longa a batalha dos produtores culturais da cidade buscando convencer, não só as grandes empresas e geradoras de impostos, a aderirem à ideia de destinar o imposto devido às produções.

Nesta semana, quem tem um pouco de ligação com a cultura de Piracicaba recebeu o convite para votar e fazer suas escolhas entre artistas, produtores, músicos, influenciadores culturais digitais, enfim, várias categorias, para o Prêmio Pirarazzi de Cultura. Impressiona a quantidade de profissionais envolvidos e cujos nomes foram dispostos à votação. Isso mostra que a cultura de Piracicaba se mantém viva e atuante, criativa e muito produtiva.

Fundamental, no entanto, que Piracicaba, cujos setores tanto se preocupam em manter raízes e tradições vidas, orgulhando-se de manter o cheio de interior numa sede metropolitana, volte sua boa vontade aos projetos culturais que batem á porta buscando apoio e patrocínio para manterem viva uma de nossas grandes riquezas, a cultural.

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