VILA CRISTINA

Médicos responsáveis por atendimento de bebê que morreu são afastados de UPA

Por André Thieful |
| Tempo de leitura: 2 min
Claudinho Coradini/JP
Laís vai acionar a polícia para investigar a morte do filho
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A OSS (Organização Social de Saúde) Mahatma Gandhi, que administra a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Frei Sigrist, na Vila Cristina, afastou os médicos responsáveis pelo atendimento dispensado ao bebê Arthur Miguel Cezotto Oliveira, de oito meses. Arthur morreu na sexta-feira (10), após ser levado pela mãe dele à UPA por três vezes e ser mandado de volta para casa.

De acordo com a assessoria de comunicação da OSS, dois médicos que atenderam a criança foram afastados e um processo de investigação interna foi aberto para apurar o atendimento prestado ao bebê.

“Na quarta-feira (08) eu levei na UPA e fizeram um raio x do pulmão dele, falaram que não era nada, não medicaram e liberaram. No mesmo dia eu voltei, meu filho estava gemendo de dor, gritando e voltei lá. Falaram que a garganta estava inflamada, aí o médico deu benzatacil nele. Daí liberaram e voltei para casa de novo”, disse a mãe do bebê, Laís Cezotto Severino.

Ela explicou que a criança continuou com dor e cada vez mais forte e, na quinta-feira (09), ela voltou com a criança na UPA. “Ele estava praticamente morto no meu colo. Voltei e falaram que era gases. Depois deram medicamento para ele tomar em casa, que era Luftal e Parecetamol. Não adiantou nada. De noite eu retornei com o mesmo raio x que fizeram à tarde e o médico viu que tinha um nó no intestino dele. Aí o internaram e pediram, com urgência, a transferência dele para outro hospital”, disse.

A criança foi levada para a Santa Casa, por volta das 21h30, onde chegou com quadro de adômen agudo, mas, de acordo com a mãe, sofreu parada cardiorrespiratória, foi intubado, mas não resistiu e morreu às 2h23 de sexta-feira (10).

A Organização Social foi questionada pelo Jornal de Piracicaba sobre o atendimento prestado pela UPA Vila Cristina ao bebê e enviou a seguinte nota: “O paciente Arthur demandou por atendimentos sequenciais na UPA Vila Cristina, nos dias 8 e 9 de novembro. Primeiramente, é importante ressaltar que na ficha de atendimento é informado ao profissional médico as consultas de repetição onde ficam registrados os atendimentos anteriores a fim de alertar e contribuir para melhor análise do quadro clínico e, permitir uma visão mais embasada da situação pelo profissional médico. Previamente, constam nas fichas de atendimentos anteriores ao dia de maior gravidade dos sintomas, anamnese médica, exames de imagem, incluindo radiografia de tórax, radiografia de abdômen e medicado para sintomático. Posto isto, diante dos fatos, sendo a alta da unidade prerrogativa e privativo do profissional médico, foi instaurado um processo de investigação interna e afastamento prévio dos profissionais médicos envolvidos nos atendimentos do Arthur.”

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