INSEGURANÇA

Comerciantes da Paulista relatam onda de furtos de placas de veículos e cabos de energia

Por André Thieful |
| Tempo de leitura: 3 min

Comerciantes e prestadores de serviço do bairro Paulista têm enfrentado onda de furtos de cabos elétricos, relógios medidores de energia e placas de veículos. Ação ocorre, normalmente, à luz do dia e a frequência desses casos os tem deixado apreensivos quanto à segurança de seus estabelecimentos e veículos.

Nos grupos de WhatsApp relacionados à segurança do bairro, circulam imagens de suspeitos e ação de criminosos, que resultam em inúmeros prejuízos financeiros. “Essa semana eu fui vítima do roubo (furto) de placa. Meu carro estava no bolsão e como não tem ninguém para vigiar, o cara puxa a placa e leva. Então, precisamos de mais policiamento”, disse Fabiana Silva Oliveira, proprietária de uma ótica na rua do Rosário. Ela lembra que havia mais policiamento no bairro. “Antes, quando eu cheguei aqui, tinha aquelas rondas de bicicleta, então, inibe, mas hoje em dia, como não tem mais ninguém presente”, afirma.

Fabiana lamenta ainda que, no caso da placa do veículo, o custo para pedir uma nova placa não é barato. “É um custo entre R$ 600 a R$ 700 porque tem a documentação, então precisa pegar quem comete o furto e compra a placa”, diz.

O advogado Adriano Albino disse que o escritório dele no bairro foi alvo de quatro furtos em apenas um mês. “Roubaram toda a fiação, eu comprei e instalei novamente, mas na semana seguinte, levaram tudo de novo, na semana passada levaram a placa do meu veículo”, disse. Ele explicou que além do prejuízo financeiro, há a questão do trabalho. “Eu fiquei com o escritório fechado e tive que trabalhar de casa, tinha uma audiência e tive que improvisar. O vizinho do meu escritório também teve toda a fiação furtada, os relógios (de energia) furtados, é bem complicado”, disse. 

A Polícia Militar foi questionada sobre a onda de furto no bairro e informou que  vem promovendo reuniões com moradores e comerciantes. “A Polícia Militar tem realizado diversas reuniões com moradores e comerciantes da região buscando a ampliação do Programa Vizinhança Solidaria, que busca a maior aproximação da população e a Polícia Militar, bem como um maior fluxo de informações que possam ajudar na atuação dos órgãos de segurança e a orientação dessas pessoas a fim de adotar posturas proativas para que não se tornem vítimas de crimes”, explicou em nota enviada ao JP.

A Prefeitura de Piracicaba também foi questionada sobre a insegurança na Paulista e informou que a operação de combate à criminalidade realizada na região central será ampliada e passará a ser chamada de Piracicaba Segura. “A operação vai continuar e terá novas ações de combate à criminalidade tanto na região central quanto em outros pontos, como a Praça Takaki, na Paulista, Praça José Bonifácio, Centro, e Rua do Porto. A Polícia Militar, Polícia Civil e as secretarias municipais de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transportes (Semuttran), de Saúde (Vigilância Sanitária), Finanças (Fiscalização Tributária), continuam atuando no auxílio e na abordagem de suspeitos e na fiscalização de estabelecimentos. Em pontos estratégicos a serem definidos, serão mantidas equipes policiais fixas para o combate à criminalidade”, explicou.

 
 
 
 

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