No Dia de Finados, uma cena inusitada chamou a atenção dos visitantes no Cemitério da Saudade de Piracicaba, com um pé de jaca carregado de frutos exuberantes sobre o túmulo histórico e cheio de mistérios do Padre Galvão, Vigário Geral de Piracicaba até 1898.
Durante a visitação e homenagem aos seus entes queridos sepultados no local, as pessoas ficaram curiosas e se surpreenderam com a imagem pitoresca da pequena árvore com frutas enormes prosperando no local sagrado. Esse aspecto, visto como um sinal da natureza, gerou debates e reflexões sobre o significado espiritual por trás desse acontecimento, já que de acordo com a "lenda", o caixão do Padre Galvão caiu no meio do corredor quando era conduzido por uma multidão de fiéis e admiradores, e ninguém conseguiu mais retirar do local, obrigando o sepultamento no local, diferente de todos os outros túmulos do cemitério.
A árvore, com suas frutas enormes, prestes a amadurecer e a sombra generosa, virou a atração do grande publico do dia da finados, se tornando um ponto de interesse, simbolizando a vida e a conexão com os entes queridos que ali estão sepultados.
Muitas pessoas pararam no local para os registros das imagens com seus celulares, para a observação próxima dos frutos, e aquela passada no túmulo do Padre Galvão, como se as jacas fossem um chamariz para a visita e homenagem ao religioso.
O Padre Galvão foi Vigário Geral de Piracicaba em um longo período até o ano de 1898, se tornando uma das figuras mais amadas e influentes da sociedade piracicabana, seguido por muitos fiéis e temido pelos políticos.
De acordo com as informações, o motivo do túmulo estar no meio do corredor, foi uma reforma geral no cemitério, com a mudança da disposição dos túmulos e uma atitude de respeito da direção do cemitério e dos pedreiros em não mexer no local de sepultamento do aclamado padre.