A APL (Academia Piracicabana de Letras) realizou a sessão de posse de oito novos acadêmicos na última quarta-feira (30), em uma cerimônia que aconteceu no Salão Nobre "Helly de Campos Melges" da Câmara Municipal de Piracicaba.
O processo de seleção dos novos membros da APL foi criterioso e envolveu a análise de diversos currículos após a divulgação do edital de convocação. Os nomes dos candidatos foram apresentados durante uma Assembleia Geral Ordinária e, posteriormente, aprovados por votação. Esse processo seguiu rigorosamente o que estabelece o Estatuto Social da entidade, garantindo a excelência na escolha dos novos acadêmicos.
Vitor Pires Vencovsky, presidente da APL, enfatizou a importância de fazer parte da academia, destacando que é um grande privilégio, pois proporciona a oportunidade de interagir com outros acadêmicos e contribuir para projetos voltados ao desenvolvimento da literatura em Piracicaba. "Acreditamos que através da cultura podemos transformar a vida das pessoas", disse o presidente.
Os novos acadêmicos empossados são: Angela Maria Furlan (jornalista e escritora), Antonio Filogenio de Paula Junior (filósofo, educador e escritor), Bianca Teresa de Oliveira Rosenthal (advogada e escritora), Christina Negro Silva (professora, escritora e coordenadora pedagógica), Marcelo Batuíra da Cunha Losso Pedroso (advogado, jornalista e escritor), Maria Madalena Tricânico de Carvalho Silveira (advogada, escritora e poetisa) e Shirley Brunelli Crestana (professora, escritora e poetisa).
Marcelo Batuíra, um dos novos acadêmicos, compartilhou sua perspectiva sobre escolher o Archimedes Dutra como patrono: "Todos devem estar se perguntando o que um pintor está fazendo em uma Academia de Letras. Basicamente eu acho que é certo a gente dizer que a tese de doutorado dele na Esalq, que é chamada ‘A Contribuição de Piracicaba na Arte Nacional’ é um trabalho de altas envergaduras, e não podemos esquecer essa obra. Ele era professor de desenho na Esalq. Eu entendo que Archimedes Dutra escreveu um grande talento literário, mas não com a caneta. Ele escreveu com o pincel e com as tintas coloridas. Diferente de nós, Archimedes transformava as telas em verdadeiras obras de arte. Ele dava a elas cor e significado. Era uma espécie de literatura, e era genuinamente piracicabana. Archimedes escrevia com imagens, e elas chegaram até nós. Muitas delas estão em museus e na casa de muitas pessoas, algumas penduradas ao lado de livros. Somos uma pequena fração do tempo. Somos como os livros que escrevemos. Hoje somos a nova geração, aquela que dá continuidade às letras piracicabanas”, mencionou.
O evento de posse também contou com a presença de familiares, amigos e outros convidados dos novos acadêmicos, demonstrando o apoio e reconhecimento da comunidade literária local.