A cidade de Campinas virou polo de um de educação e inovação social voltada à agricultura urbana, periurbana e rural, baseado na participação coletiva e na cocriação de ações. Diversas comunidades estão participando da Jornada Formativa do projeto Territórios da Agricultura, que acaba em outubro com a conclusão e lançamento de novas ações.
Ao longo de cinco encontros, sendo que dois já ocorreram, os participantes trabalham capacidades como autogestão, atuação em equipe, liderança, conhecimentos sobre os agroecossistemas e a cultura do campo, construção coletiva de saberes, mapeamento e diagnóstico territorial, condução de pesquisas coletivas e entrevistas, técnicas e abordagens para produção fotográfica e audiovisual, registro e sistematização de informações, elaboração de projetos e ações coletivas, entre outros.
"Essa jornada formativa é um começo de uma trajetória que o grupo participante está fazendo. Eles começam com ela e durante estes módulos, vamos desenvolvendo uma ação terrotorial que eles desenvolvem ao longo dos quatro encontros. No módulo quatro ela é apresentada e colocada em prática", explicou Gabriella Aracy, gestora de projetos do Territórios da Agricultura.
Estão presentes lideranças e agricultoras e agricultores das hortas comunitárias do Parque Itajaí, estudantes e professores da Unicamp, representantes da Prefeitura Municipal de Campinas, do CRAS, do Projeto Horta Bem Viver, do Fórum de Economia Solidária, da Comunidade Manino Chorão, da Comunidade Nelson Mandela, da ORÍS (Articulação Comercial Solidária e Agroecológica) e da Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral).
Os próximos passos do projeto em Campinas compreendem o adensamento do diagnóstico socioambiental participativo do território e, a partir dele, a elaboração de ações partindo de um sonho coletivo de projeto no local. “O propósito é trazer visibilidade às potências e movimentos em prol da produção e distribuição de alimentos saudáveis, por meio de processos justos e sustentáveis”, explica Mariana Monferdini, coordenadora do projeto na Evoluir.
Entre as habilidades desenvolvidas no curso estão autocuidado, equilíbrio emocional e ação consciente, aprender a trabalhar em grupo e dentro de um propósito coletivo, agir consciente, adotando uma postura ética, a liderança empática e o engajamento comunitário.
“Foi um encontro com muito esclarecimento sobre o território e sobre a agricultura. Gostei do companheirismo, atenção e organização”, afirmou o agricultor José Pereira.
O projeto Territórios da Agricultura está alinhado a oito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na Agenda 2030 da ONU: erradicação da pobreza, fome zero e agricultura sustentável, saúde e bem-estar, educação de qualidade, trabalho decente e crescimento econômico, cidades e comunidades sustentáveis, consumo e produção responsáveis e parcerias e meios de implementação.