A OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba) prepara mais uma noite histórica de música e inspiração neste sábado (22), com a estreia mundial da obra "Concerto Místico para Cello e Orquestra", de autoria do compositor Alexandre Guerra. O aclamado solista e violoncelista André Micheletti assume o protagonismo, sob a regência do maestro Knut Andreas. O concerto acontecerá em duas sessões, às 16h e 19h, no Teatro do Engenho, com entrada gratuita.
A obra é uma imersão no mito de Hermes Trismegisto e seus princípios herméticos, uma figura que se acredita ter vivido no Egito aproximadamente quinze séculos antes de Cristo e que é considerado o pioneiro dos alquimistas. O "Concerto Místico" é composto por três movimentos, que expressam o mistério que envolvem a figura de Hermes.
A apresentação da OSP também contemplará outras peças. O programa inclui a execução de "Andante Festivo", de Jean Sibelius, e a icônica "Sinfonia n° 5", de Ludwig van Beethoven, completando uma noite memorável de música clássica.
Para o compositor Alexandre Guerra, essa parceria com a OSP é a realização de um sonho e uma oportunidade única de trazer sua música ao público. "Eu acompanho o trabalho da OSP desde o tempo de Jamil Maluf, e, a convite do André Micheletti, participei da reestruturação da Orquestra. É uma das Orquestras mais antigas do Brasil, e essa aproximação com o Jamil me levou até o André, que, obviamente, é um solista muito conhecido no Brasil e que abraçou a minha ideia. Mas, acima de tudo, ele foi a pessoa que abraçou a minha ideia, pois não basta apenas ter qualidade artística e técnica, mas é necessário um envolvimento verdadeiro", compartilha Alexandre ao Jornal de Piracicaba.
A proposta de Guerra foi de criar mais do que apenas um concerto para violoncelo, mas sim um concerto com uma temática, tendo como propulsora a figura histórica de Hermes Trismegisto.
André revela sua honra em participar desse projeto único: "A arte do violoncelo é muito vasta, e há tantos artistas no mundo que o Guerra poderia ter escolhido, pessoas que são muito maiores do que eu. Sinto-me muito honrado de fazer parte e ter participado até mesmo da concepção deste concerto e ver a obra ser escrita. É uma conjuntura mágica do universo que me faz ficar muito feliz com essa dedicatória", comenta André sobre sua honrar em partir do processo da obra.