SAÚDE

Justiça condena Prefeitura de Piracicaba por erro médico

Por André Thieful |
| Tempo de leitura: 2 min
Alessandro Maschio/JP
De acordo com a advogada, erro médico atrapalhou a rotina do paciente
De acordo com a advogada, erro médico atrapalhou a rotina do paciente
A Prefeitura de Piracicaba foi condenada a indenizar em R$ 10 mil um rapaz de 23 anos por um erro médico ocorrido na COT (Central de Ortopedia e Traumatologia) em 2018. Cabe recurso. 
 
O paciente sofreu um acidente de bicicleta no dia 20 de julho de 2018 e foi levado para a COT. Ele tinha uma fratura no pulso esquerdo, mas que foi diagnosticado como lesão. Assim, foi medicado e liberado. As dores persistiram e ele voltou ao COT, quando foi diagnosticado com Pseudoartrose escafoide, que é uma complicação de fratura, que acabou sendo confirmada quatro meses depois no Hospital Regional, para onde havia sido encaminhado. 
 
Diante das complicações, foi submetido a exames e, posteriormente, a uma cirurgia que foi realizada um ano e quatro meses após o primeiro atendimento no COT. A indenização imposta pela Justiça em primeira instância é no valor de R$ 10 mil. 
 
O laudo médico que integra o processo judicial confirmou que houve “má prática médica”. "Do que se pode constatar dos documentos médicos juntados e da avaliação médica pericial atual houve má prática médica no atendimento prestado ao Requerente”, traz a sentença. 
 
“Com efeito, é incontroverso que a (parte) autora, usuária do Sistema Único de Saúde, foi atendida pelo COT e seu diagnóstico não foi o mais compatível com as melhores práticas médicas, o que só foi sanado posteriormente, em novo atendimento médico realizado”, escreveu o juiz Mauricio Habice. 
 
A advogada do paciente, Daniele Parolina Prezotto, explica que após o diagnóstico correto, em novembro de 2018, o rapaz foi submetido a vários procedimentos. “Procedimentos necessários para a realização da cirurgia, ele fez Raio X, tomografia e conseguiu, efetivamente, fazer a cirurgia em fevereiro de 2020, um ano e sete meses após o diagnóstico correto”, disse. De acordo com a advogada, o problema atrapalhou a rotina do paciente. “Ele é jovem, estava em plena atividade e não conseguiu trabalhar, fazer academia, coisas de rotina que ele estava habituado”, afirma. 
 
A Secretaria Municipal de Saúde, responsável pela Administração da COT, foi questionada pelo Jornal de Piracicaba sobre o caso e informou que vai recorrer da decisão de primeira instância. 
 

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Comentários

1 Comentários

  • Roberto Moraes 18/06/2023
    Minha esposa foi atendida duas vezes no cot tomou os medicamentos,teve que interromper o uso sãos remédios que são muito fortes e deram grandes dores no estômago,mas até agora as dores no pé não passaram.