O primeiro trimestre de 2023 foi o mais mortal no trânsito de Piracicaba desde 2021, de acordo com dados do Infosiga, banco de dados de segurança no trânsito do Governo de São Paulo. Segundo a plataforma, entre janeiro e março, 17 acidentes com mortes já foram registrados na cidade, sendo quatro em janeiro, oito em fevereiro e cinco em março. Destes acidentes, 58,82% dos óbitos causados por acidentes no trânsito aconteceram em vias localizadas dentro da cidade, e 41,18% foram em rodovias que passam por Piracicaba.
Segundo os dados da plataforma, em 2021, duas pessoas morreram entre janeiro e março, sendo 38 vítimas no acumulado do ano. Já em 2022, o número saltou para 14 no mesmo período. O acumulado de óbitos naquele ano foi 47. Com relação ao local dos acidentes, em 2021, 60,53% foram em rodovias e 39,47% na cidade. Em 2022, 53,19% dos casos foram nas estradas, enquanto 46,81% aconteceram nas ruas.
ACIDENTES NÃO FATAIS
A plataforma do governo estadual aponta que no primeiro trimestre de 2023, 467 acidentes não fatais foram registrados em Piracicaba. Deste total, 78,36% aconteceram dentro da cidade, enquanto 20,49% foram nas rodovias. O número é maior comparado ao mesmo período de 2022, quando 366 acidentes foram registrados entre janeiro e março. No total, no ano passado 1.825 casos foram anotados, sendo 79,29% das ocorrências nas vias municipais e 19,12% nas rodovias que passam pelo território da cidade..
Em 2021, no primeiro trimestre, 480 acidentes não fatais aconteceram em Piracicaba. O total do ano foi de 1.765. De acordo com o levantamento da plataforma, 84,06% desses casos foram em vias municipais, enquanto 14,11% aconteceram nas estradas.
PERFIL
Segundo o Infosiga, as motocicletas são os veículos mais envolvidos nos acidentes: foram seis casos de mortes envolvendo o meio de transporte no primeiro trimestre. Os carros vêm em seguida, com cinco ocorrências. A plataforma mostra que três pedestres também estiveram envolvidos, além de duas bicicletas. Um acidente fatal com caminhão foi contabilizado.
De acordo com os dados oficiais, 50% dos óbitos aconteceram no local dos fatos. A outra metade aconteceu no hospital, após o socorro das vítimas. Do total de falecimentos, 94,44% das vítimas são homens, enquanto 5,56% são mulheres.
A causa mais comum registrada no sistema é o choque, com seis casos. Em seguida, as colisões são os mais frequentes, com cinco ocorrências. Por fim, quatro atropelamentos foram registrados. Os outros dois casos não foram descritos pelo Governo do Estado.
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