Bruna Cristina da Silva Duarte, de 29 anos, percebeu que quanto tinha algo para fazer, ou algum compromisso marcado, começava a sentir tremor, coração acelerado, aperto no peito que parecia que ia sufocar. “Os sintomas de ansiedade começaram a interferir na minha vida social, atrapalhava meu bem-estar diário com minha família, trabalho, além de não conseguir dormir preocupada sempre com o amanhã. Diante disso, procurei o tratamento com as terapias”, explicou.
Bruna é casada com Josias da Silva Duarte e tem três filhos. Após um ano de terapia , ela diz que se sente mais leve, calma e confiante.
“Tenho a certeza que tudo tem o seu momento certo, acredito muito no potencial que as terapias têm em melhorar a qualidade de vida de uma pessoa ansiosa, e que é uma transformação que acontece de dentro para fora. Hoje me sinto mais feliz, vivendo um dia após o outro”, declarou.
O que aconteceu com Bruna acontece com muitas pessoas ao redor do planeta. A velocidade com que chegam as informações,apressão da sociedade por padrões,acobrança pelo conhecimento, a disputa diária pela sobrevivência, têm feito as pessoas viverem num ritmo frenético e, diante da rapidez com que as coisas acontecem, tem se tornado cada vez mais difícil não desenvolver ansiedade ou estresse.
A crise de ansiedade acontece quando os sintomas se manifestam abruptamente. O coração acelera, as mãos tremem e a respiração se torna irregular.
A pessoa fica paralisada, sem saber como reagir. A sensação é de desespero e medo profundo, como se algo muito ruim estivesse prestes a acontecer.
Segundo a psicóloga Isabela Florindo, a ansiedade se torna um problema patológico quando em excesso, associadas ao medo e alterações comportamentais. “A ansiedade considerada patológica está classificada no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, a partir dos sintomas, prevalência, frequência sendo categorizados como transtornos de pânico, agorafobia, fobias específicas, transtorno de ansiedade social ou fobia social, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de ansiedade de separação”, explicou.
Isabela ainda diz que a ansiedade em crianças é mais possível do que se imagina. “Há uma crescente demanda de acompanhamento de crianças e adolescentes com ansiedade, sobretudo após a pandemia”, disse.
A especialista diz ainda que a ansiedade e o medo estão usualmente associados. “Os sintomas da ansiedade variam de pessoas para pessoas, tais como: preocupação persistente, sudorese, taquicardia, tensão muscular, alterações do sono e alterações no apetite”, enfatizou.
“O acompanhamento médico é importante para avaliação da demanda e administração correta da medicação se for o caso, contudo ainda é fundamental olhar paraocontexto de vida num geral, para além dos sintomas” salientou.
MEDO E ANSIEDADE
“A ansiedade é algo muito próximo da preocupação, um medo, um temor de que as coisas não saiam como queríamos. Entretanto o que não pode acontecer éoexagero de qualquer um deles”, finalizou a especialista.