FESTA NO CÉU

Cerca de 300 pessoas participam do Projeto Salto Azul no Aeroporto

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Foto e vídeo – Alessandro Maschio/JP
Causa nobre: evento em Piracicaba chama a atenção para a causa do TEA
Causa nobre: evento em Piracicaba chama a atenção para a causa do TEA

Cerca de 300 pessoas participaram na manhã deste sábado (29) do Projeto Salto Azul, evento de paraquedismo que tem com o objetivo de dar visibilidade à causa do TEA (Transtorno do Espectro Autista), além de estimular a qualidade de vida, a socialização, o trabalho em equipe e a prática esportiva do autista, entre outros. A programação foi realizada no Aeroporto Comendador Pedro Morganti, em Piracicaba.

“Esse projeto veio para abrilhantar e falar sobre o autismo, inclusive no céu”, explicou Mariana Fernandes, uma das apoiadoras do evento. “A gente precisa falar de autismo em todos os lugares”, completou a terapeuta ocupacional e paraquedista Rejane Damasceno, a idealizadora o projeto Salto Azul.

Para elas, “muitas vezes, as famílias deixam de sair, de socializar por não terem um lugar preparado para os seus filhos autistas e se sentem constrangidas pela troca de olhares que mais parecem convites para se retirarem. Isso gera mais medo, incerteza e insegurança. O projeto Salto Azul surge justamente para combater isso”. 

O Projeto Salto Azul surgiu da necessidade de dar maior visibilidade aos indivíduos no TEA e suas famílias que enfrentam constantemente, por falta de compreensão e informação sobre a condição, situações desconfortáveis e até de preconceito social em várias instâncias: desde a uma matrícula recusada na escola até a um atendimento prioritário negado.

O AUTISMO

Segundo explica o Projeto Salto Azul em seu site, em parceria com a Universidade Federal de Goiás, o autismo é uma condição permanente. Com tratamento adequado e intervenção precoce, o desenvolvimento dessas crianças pode apresentar melhoras significativas em áreas em que os indivíduos apresentam maiores dificuldades: interação e comunicação social muitas vezes prejudicadas, padrões estereotipados e repetitivos de comportamento.

O tratamento é multiprofissional e os serviços incluem: fonoaudiologia, terapia comportamental e terapia ocupacional, todos voltados para estimular o desenvolvimento da linguagem verbal e não verbal, bem como de um comportamento social relevante e conteúdos acadêmicos, além de conquistar independência, autonomia e qualidade de vida.

Apesar de toda a informação circundante nas redes, a sociedade brasileira ainda sabe pouco sobre a condição do autista. Observa-se constantes dúvidas a respeito de como ensinar crianças e adolescentes com autismo na escola, como recebê-los no comércio, no banco, ou até mesmo num hospital. As dificuldades existem por falta de informação relevante, adequada, para que torne qualquer ambiente mais inclusivo.

MAIS INFORMAÇÕES

https://proec.ufg.br/p/41486-projeto-salto-azul

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