A Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), em parceria com o Crami (Centro Regional de Registro e Atenção aos Maus-Tratos na Infância) e Indsat (Indicadores de Satisfação dos Serviços Públicos), iniciou o Censo Municipal da População em Situação de Rua 2023. A realização do Censo Pop Rua a cada dois anos segue o planejamento da Smads e tem como objetivo obter dados atualizados que possam contribuir para a qualificação e mudanças necessárias nos serviços voltados a essa população. Os questionários são aplicados por educadores sociais do Serviço Especializado em Abordagem Social, nos serviços da Assistência Social –, Centro Pop, Núcleo de Acolhimento, casa de passagem para pessoas adultas emsituação de rua, Núcleo de Apoio Social Novos Caminhos –, e em pontos estratégicos de maior concentração de pessoas em situação de rua. Após a aplicação, os dados serão compilados pela equipe da Indsat.
A base de dados com a contagem e caracterização do público vai subsidiar o diagnóstico, planejamento e avaliação de políticas públicas voltadas às populações vulneráveis, a partir de análises comparativas. “Além da atualização de dados sobre a população em situação de rua, o município conta com o Comitê Pop Rua para o monitoramento e ações que garantam o acesso aos serviços públicos e já estamos, com os municípios de Limeira e RioClaro, estudando a criação de um Comitê Intermunicipal composto por representantes dos municípios da Região Metropolitana de Piracicaba para pensar, debater e elaborar metodologias e fluxos de trabalho dos serviços voltados à população em situação de rua”, explica Euclidia Fioravante, secretária da Smads. A realização do Censo Pop Rua 2023 vai traçar o perfil socioeconômico das pessoas em situação de rua e a forma de utilização e acesso aos serviços da Assistência Social e de outras políticas públicas, identificando as vivências do cotidiano desta população.
EXTREMA POBREZA
Pesquisa divulgada pelo Observatório RMP, mostrou que Piracicaba tem 44.927 pessoas em situação de extrema pobreza, segundo dados do CadÚnico até fevereiro de 2023. O número corresponde a 10,3% da população total da cidade. De acordo com a pesquisa, a pessoa que vive em situação de extrema pobreza sobrevive com menos de R$ 210 mensais. De acordo com o relatório, os principais causadores da situação é o baixo grau de escolaridade das pessoas que pertencem ao grupo, o que, por consequência, afeta na colocação dessas pessoas no mercado de trabalho.
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Comentários
2 Comentários
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Maria Lucia Ribeiro 26/04/2023Sou assistente social, poderiam contratar -
Carlos Augusto Olbrich 26/04/2023E só blá blá blá. Ninguém resolve nada. Obriga essa gente a um confinamento, daí lá faz uma triagem, se é drogado faz tratamento e trabalha-se ao mesmo tempo, se quer trabalhar vai trabalhar e se comete delitos vai para cadeia e na mesma obriga a trabalhar. Sociedade podre.