OBESIDADE

55,4% da população brasileira adulta apresenta sobrepeso e 19,8% apresenta obesidade

Por Ronaldo Castilho | ronaldo.castilho@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 3 min
Freepik
A balança é o ‘terror’ para quem quer perde peso
A balança é o ‘terror’ para quem quer perde peso

A obesidade é uma doença cuja incidência está aumentando rapidamente, tanto nos países mais ricos como naqueles em desenvolvimento e, em especial, nas crianças e adolescentes, tornando-se um problema de saúde pública. Trata-se de uma condição em que há excesso de peso e gordura, aumentando o risco para outras doenças. O seu diagnóstico é feito através de avaliação do IMC (Índice de Massa Corporal). Em adultos há sobrepeso quando o IMC está entre 25,0 e 29,9 e há obesidade quanto é maior ou igual a 30,0. O Dia Mundial da Obesidade é todo dia 4 de março, que leva a população a reflexão.

Segundo dados de 2019 fornecidos pela Abeso (Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica) aproximadamente 55,4% da população brasileira adulta apresenta sobrepeso e 19,8% apresenta obesidade. Além disso, dados recém-publicados pela Federação Mundial da Obesidade projetam que no ano 2035 cerca de 41% dos adultos brasileiros estarão obesos e 51% da população mundial apresentará ao menos sobrepeso, gerando um impacto econômico global anual de até quatro trilhões de dólares.

Segundo médico endocrinologista da Unimed Piracicaba e da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba, Alex Lombardi Barbosa Ferraz, a obesidade decorre de uma combinação de fatores, incluindo predisposição genética, maus hábitos alimentares, sedentarismo e fatores emocionais. “É fator de risco para diversos outros problemas graves de saúde, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, apneia obstrutiva do sono, osteoartrite, tromboses venosas, depressão e alguns tipos de câncer”, explicou. “Considerando que estamos falando de uma doença complexa e multifatorial o tratamento requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo diversos profissionais de saúde, como médicos, nutricionistas, educadores físicos, psicólogos entre outros, a adesão do paciente é crucial e, nos casos das crianças e adolescentes, também é importante a participação dos pais e familiares”, enfatizou.

Ainda segundo o endocrinologista as mudanças de hábitos de vida são indispensáveis, tanto na melhoria da dieta como na prática regular das atividades físicas. “Fatores emocionais que possam contribuir para o quadro também devem ser abordados. Além disso existem algumas medicações, tais como Sibutramina, Orlistat e Liraglutida, que podem ser indicadas pelo médico assistente, levando em conta as particularidades de cada paciente. Por fim, em pacientes selecionados também há a opção do tratamento por meio da cirurgia bariátrica”, salientou.

“A obesidade é doença crônica e recaídas são frequentes, assim sendo é necessário manter o tratamento e o acompanhamento em longo prazo. Os dados expostos mostram a gravidade do problema e a necessidade da implementação de diversas estratégias para reverter este cenário, incluindo medidas educativas sobre a doença, abordagens para prevenção em diversas faixas etárias, diagnósticos mais precoce e investimentos para tornar o tratamento acessível a todos os pacientes”, disse.

Segundo o médico neurologista Théo Germano Perecin a obesidade trata-se de situação clínica complexa com influências em diversas condições de saúde incluindo a neurológica. “A obesidade evidencia um destaque com relação de aumento da incidência e agravamento de doenças neurológicas como: enxaqueca, esclerose múltipla, demências como a de origem vascular, Alzheimer, epilepsias, doenças do sono, polineuropatias periféricas, depressão e estado de ansiedade”, enfatizou.

<p><a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5519984428279&amp;text=Ol%C3%A1.%20Gostaria%20de%20receber%20not%C3%ADcias%20pelo%20WhatsApp.">Clique para receber as principais not&iacute;cias da cidade pelo WhatsApp.</a></p>

Comentários

Comentários