IMOBILIÁRIAS

RMP tem redução no número de contratos de venda e aluguéis de imóveis, diz pesquisa

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 3 min
Alessandro Maschio/JP

Uma pesquisa feita pelo Crecisp (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo) em 40 imobiliárias na RMP (Região Metropolitana de Piracicaba), mostrou que o setor registrou no mês de novembro de 2022 queda de 25,76% nos contratos de aluguéis de imóveis usados e 30,66% de redução no número de novos contratos de vendas de imóveis. Os dados foram divulgados na última segunda-feira (9). O estudo foi feito entre os meses de outubro e novembro em imobiliárias das cidades de Araras, Espírito Santo do Pinhal, Leme, Limeira, Piracicaba, Saltinho, São Pedro, Pirassununga e Rio Claro.

Apesar da redução nos números, o Conselho avalia como positiva a situação do setor imobiliário na região. De acordo com o presidente do Crecisp, José Augusto Viana Neto, a diminuição do número de novos contratos de aluguéis mostra uma projeção positiva para a região. “A locação em queda não é uma notícia ruim porque é sinal de que as pessoas mudaram pouco. Muita gente imagina que é bom alugar bastante. De fato, é bom, quando as pessoas vêm de fora, a população pode estar em desenvolvimento. Mas, também, pode ser que as pessoas não estejam conseguindo pagar aqueles preços dos aluguéis”, explica. “Quando o contrato faz aniversário de um ano e vem o reajuste, ou, então, terminou o contrato, e um novo tem que ser feito, a pessoa não tem condições de pagar por aquele imóvel e procura outro lugar mais barato. Então, com isso, o índice de locação acaba aumentando”, explicou. De acordo com a pesquisa do Crecisp, 35,3% dos encerramentos de contrato aconteceram porque os inquilinos decidiram se mudar para imóveis com aluguel mais barato, e 11,8% para imóveis com aluguel mais caro.

Com relação à diminuição nos contratos de venda, Neto explica que a redução veio após um crescimento de 190% nos contratos de vendas na região durante o mês de outubro, então, não deve ser considerada como um fator negativo. De acordo com as pesquisas do Crecisp, o mercado continua crescendo. “Mesmo com essa queda, o mercado imobiliário está aquecido. Nós não chegamos a ficar negativos. Se nós pegarmos de janeiro a novembro, vamos terminar com saldo positivo de cerca de 20% no ano”, informou.

PERFIL
Segundo a pesquisa, 66,7% das casas vendidas no período tinha valores de até R$ 300 mil, com dois dormitórios, e área útil entre 50 a 100 m². Com relação aos apartamentos, 62,5% dos compradores escolheram imóveis avaliados em até R$ 200 mil. A preferência era para apartamentos de dois dormitórios e área entre 50 e 100 m². Por fim, o estudo aponta que 54,5% das propriedades vendidas em novembro estavam situadas na periferia e 27,3% nas áreas centrais.
Já para os imóveis alugados, a faixa de preço mais procurada foi até R$ 1 mil. O tipo de casa mais buscado foi com até três dormitórios e com área útil de 50 a 200 m². Com relação aos apartamentos, a preferência de valor mensal também foi de R$ 1 mil, e imóveis com até dois dormitórios, com área de até 100 m². Para as regiões mais procuradas, 45% dos novos inquilinos preferiram imóveis em bairros mais periféricos, enquanto 35% optou pela região central das cidades.

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