Os piracicabanos que disputaram a 97ª Corrida de São Silvestre afirmaram ao JP que curtiram muito o evento. Mais que superar os tempos pessoais, os atletas da Noiva da Colina disseram que, como sempre, a prova supreende no quesito animação e alegria. Nesta edição, foram mais de 32 mil corredores pelas ruas e avenidas da capital paulista.
"Ontem (sábado) foi minha melhor São Silvestre. Corri curtindo a prova; não fiz questão de fazer tempo bom. Aí, deu pra aproveitar o clima de festa", disse a piracicabana Patrícia Santos, 48. "Esse ano estava muito bom o clima: nem calorão e nem choveu. A largada foi no horário certo", elogiou Patrícia.
O atleta Ricardo Ramiro D'Amico, 45, condorda com Patrícia. "Foi uma festa linda encerrando o ano de 2022", declarou. Sobre suas marcadas pessoais, ele disse que "a prova foi dentro do tempo esperado". "Pela quantidade de inscritos, você não consegue deselvolver um ritmo legal", admitiu.
"Mais foi uma prova muito boa; eu terminei muito bem com esse tempo de 1h32min", emendou D'Amico. Piracicabano "decano" da prova, com 33 participações ininterruptas, José Antônio Teixeira Leite, o Preté, marcou um bom tempo também: 1h45min.
VENCEDORES
A Corrida São Silvestre terminou com dois campeões inéditos. O primeiro lugar da prova feminina ficou com a queniana Catherine Reline, de apenas 20 anos, que completou o trajeto em 49min39 e superou as compatriotas Yimer Wude, tricampeã da corrida paulista, e Kabebush Yisma, donas do segundo e terceiro lugar, respectivamente. A brasileira Jenifer Nascimento ficou em quarto lugar.
Já o vencedor entre os homens foi o ugandense Andrew Kwemoi, que cruzou a linha de chegada com o tempo de 44min43s, e se tornou o primeiro atleta de Uganda a ser campeão da São Silvestre. A segunda colocação ficou com Joseph Panga, da Tanzânia, e o terceiro lugar foi de outro ugandense, Maxwell Rotich.
Atrás deles, o brasileiro Fábio Jesus Correia chegou em quarto e se jogou no chão, emocionado pela conquista. "Estou pensando na minha mãe. Acho que ela estava me dando força", disse em entrevista à TV Globo, dedicando a vitória à mãe falecida.
"Não é fácil, a nossa vida é um pouco sofrida. Eu trabalhei como Uber, sou coletor. Minha rotina é muito puxada, mas cheguei aqui e fiz uma coisa que muitos duvidavam. Só tenho a agradecer".
Todos que completaram a prova ganharam a medalha da SS: objeto de desejo
Grupo de 25 atletas que foram juntos a São Paulo: alegria por mais uma prova na capital paulista