MEI

Até novembro, 6.820 novas microempresas individuais foram abertas em Piracicaba

Por Roberto Gardinalli | roberto.gardinalli@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/JP
MEI: ‘diminuição de burocracia nos registros e formalização’
MEI: ‘diminuição de burocracia nos registros e formalização’

Piracicaba registrou a abertura de 8.445 empresas até novembro de 2022, dos quais 6.820 dos novos CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) são de MEIs (Microempreendedores Individuais).

Os dados são do Mapa de Empresas do Ministério da Economia, disponíveis na plataforma do Governo Federal. De acordo com as informações do portal, o mês de agosto foi o que mais teve a criação de empresas individuais, com 761 novos cadastros. Os dados mostram que novembro, por outro lado, foi o mês com o menor número de MEI’s criadas. Foram 475 novos CNPJs.

Em contraponto às aberturas, o Ministério da Economia informou que até novembro de 2022, 3.685 empresas fecharam as portas, das quais 2.975 são MEIs. De acordo com o Mapa de Empresas, agosto teve o maior número de encerramento de microempresas, com 315 registros fechados. Já o mês cancelados. Segundo os dados oficiais, o número de MEIs no Brasil chega a 11.551.503, sendo a modalidade mais popular entre os registros de pessoas jurídicas. Em Piracicaba, são 26.951 microempreendedores individuais ativos atualmente.

De acordo com Cristiane Feltre, economista e pesquisadora do Observatório da Região Metropolitana de Piracicaba, a criação de microempresas é facilitada por conta da diminuição da burocracia nos registros e formalização. “Não é tão difícil montar uma pequena emde novembro registrou o menor número, com 222 cadastros presa, uma microempresa. Não é exigido um capital, uma tecnologia complexa. Então,omovimento de microempreendedores é muito maior”, explicou.

Ainda segundo a economista, a movimentação na criação e exclusão de registros de microempreendedores se deve, também, ao movimento de formalização de outros tipos de prestação de ser viços ou criação de negócios, impulsionados pela pandemia de covid-19. “Uma das razões é o aumento da contratação do prestador de serviços pelas empresas. Além disso, em função da pandemia, muita gente ficou sem emprego. Muitas pessoas começaram a abrir pequenos negócios e tiveram que encontrar uma forma de ter alguma renda”, finalizou.

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