EDUCAÇÃO

Sindicato dos Trabalhadores Municipais rebate comunicado sobre reprovação de alunos

Por Redação JP | Redação JP
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Alessandro Maschio/JP
Mais de 36 mil alunos podem ser reprovados caso os 200 dias letivos do ano não sejam concluídos
Mais de 36 mil alunos podem ser reprovados caso os 200 dias letivos do ano não sejam concluídos

O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba rebateu, na tarde da última sexta-feira (16), ao comunicado enviado pela Secretaria de Educação sobre a possível reprovação de mais de 36 mil alunos da Rede Municipal por conta do não cumprimento da carga horária de 200 dias letivos previstos em lei.

Segundo o comunicado da pasta, os servidores estariam sendo incentivados pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais a não cumprirem a carga horária. Em anúncio publicado nas redes sociais, o secretário de Educação Bruno Roza, afirmou que algumas salas de aulas da Rede Municipal de Ensino estão devendo entre dois e três dias de aulas por conta da greve dos servidores que aconteceu na cidade em abril deste ano. “Por conta da greve que vivenciamos esse ano, nós temos algumas salas de aulas de algumas escolas devendo dois, três, quatro dias letivos que precisam, até o final deste ano, serem trabalhados para que possamos fechar esse ano letivo. Caso isso não aconteça, nós teremos sérios prejuízos até mesmo com a possível reprovação”, disse o secretário.

Roza afirma, ainda, que a Secretaria preparou soluções para que os dias letivos sejam cumpridos, como atividades remotas. “Estamos fazendo o máximo e todo o possível para que os nossos alunos de Piracicaba não sejam prejudicados e possa ser garantido o direito do cumprimento da carga letiva de 200 dias”, completou.

Após a publicação do vídeo e da nota, o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais, no qual as declarações de Roza são rebatidas. No vídeo, o diretor jurídico do Sindicato, José Osmir Bertazzoni, afirma que a entidade tentou negociar a reposição após a greve com a Secretaria de Educação, porém, não foram atendidos e que a carga horária já deveria ter sido reposta. “Nós orientamos o senhor prefeito municipal, senhor Procurador jurídico, o secretário, a completar esses 200 dias de forma correta”, citou Bertazzoni.

“Nós estamos prontos para discutir e resolver o problema de forma madura e responsável. Ninguém está aqui para ofender procurador jurídico, para entrar na pessoalidade de ninguém", finalizou Bertazzoni.

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