COPA QATAR

Médica francesa mora em Piracicaba, mas irá ver a grande final em 'seu território'

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
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A pequena Pietra, filha de Marie Brihier, vibra com a seleção francesa
A pequena Pietra, filha de Marie Brihier, vibra com a seleção francesa

A decisão da Copa do Mundo será neste domingo (18) entre Argentina e França. Ou seja, o Brasil estará fora desta vez. Nem a arbitragem será tupiniquim, pois a Fifa decidiu nesta quinta-feira (15) que o juiz da partida que decidirá o novo tricampeão mundial será um polonês - Szymon Marciniak será o responsável pela partida, marcada para as 12h (de Brasília), no estádio Lusail.

Mas, para muitos que têm residência fixa em Piracicaba, esse domingo será um dia especial. A médica geriatra Marie Brihier, 44, é uma dessas pessoas. Nascida em Paris, na França, ela mora na Noiva da Colina há oito anos. Amante do futebol, a médica está empolgada com sua seleção. "Estamos confiantes. Eu estava presente em 1998 e 2006. E, em 2018, a França ganhou por 4 a 3 da Argentina, então estamos otimistas!", contou ela, que já está preparando a festa com sua filha, a pequena Pietra, de 9 anos, que é francobrasileira. 

A médica refuta a ideia de que só a Argentina tem uma torcida vibrante e fanática. "Os franceses estão muito ligados no futebol também; e pode ter certeza de que todos vão assistir à final. Inclusive, estarei lá para festejar". É verdade! Ela estará em sua cidade natal neste domingo e vai assistir ao jogo ao lado de seus familiares. Na quinta-feira (15), quando gentilmente atendeu à distância a reportagem do JP, ela estava correndo contra o tempo, arrumando suas malas rumo a Paris.

Conectada com sua seleção, Marie faz uma análise dos atuais campeões mundiais: "Nós temos também bons jogadores, tais como o Kylian Mbappé e Olivier Giroud", conta. Assim como a certeza que traz a Marsellesa, o icônico hino francês: "Avante, filhos da Pátria; o Dia da Glória chegou"; ela crava o seu time campeão: "Os franceses se tornaram fortes mentalmente esses últimos anos, com as conquistas recentes. Estaremos felizes com a nossa terceira estrela", diz a torcedora.

TRANSFORMAÇÃO

A médica lembra que, em época de Mundial, assim como no Brasil, a "Cidade Luz" se transforma literalmente. "É costume ter uma tela gigante nas praças públicas para vibrarmos juntos nas finais de Copa de Mundo. Em 1998, eu tinha 20 anos, e lembro até hoje da festa nas ruas, à noite inteira. É impressionante como uma 'simples' Copa do Mundo pode promover coesão e dar orgulho do seu país", finaliza a médica francesa.

A médica Marie Brihier com sua filha Pietra: 'Estaremos felizes com a nossa terceira estrela'

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