A Associação de Árbitros de Piracicaba e Região (AAPR) comemora os bons resultados nas competições desse ano. Segundo o presidente, Renato Canadinho, houve um trabalho de renovação e várias promessas surgiram. Ele só lamenta que, ainda, aconteceram alguns casos de violência contra a arbitragem, o que mancha a temporada do futebol amador da cidade.
Canadinho analisou, a pedido do Jornal de Piracicaba, o trabalho feito neste ano. "Foi muito positivo. Jovens promessas em trabalho de renovação, dando oportunidade para que possam surgir novos árbitros e assistentes para o cenário piracicabano, paulista e quem sabe nacional", declarou.
Canadinho, ex-árbitro da FPF/CBF, contou que a Associação gerou uma fonte de renda para mais de 150 associados da AAPR. Hoje, em média, o árbitro da Asssociação recebe R$ 130 e assistente R$ 70. Isso pode representar uma média mensal de R$ 1.200.
Os associados também participaram da maior feira da América Latina promovido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), em setembro, (Expo Futebol). Além disso, os asssociados participaram, em novembro, do Campeonato Brasileiro LGBTQIAP+, a Champions Ligay, realizado na cidade São Paulo.
VIOLÊNCIA
O presidente da AAPR disse que "para apitar futebol amador tem que ter muita coragem". "Os árbitros não têm respaldo algum tanto da Polícia Militar, quanto da Guarda Municipal. O risco é eminente de agressão. Só nestana temporada de 2022 tivemos oito árbitros/assistente agredidos por jogadores e comissão técnica", lamentou.
Para melhorar esse quadro, ele espera uma conscientização das Ligas , clubes , jogadores , torcedores, mas principalmente do Ppooder Público, que tem o poder da caneta e pode com a criação de uma comissão disciplinar punir os agressores de continuar jogando em ligas, associações e inclusive os clubes sociais de nossa cidade. Uma vez que o agressor ele recebe a punição das ligas mas continuam jogando nos clubes e agredindo novamente".