REFLEXO

Caos na rodoviária: atraso e falta de informação aos usurários

Por Erivan Monteiro | erivan.monteiro@jpjornal.com.br
| Tempo de leitura: 2 min
Erivan Monteiro/JP
A rodoviária ficou ‘vazia’ em um dia de muitos atrasos
A rodoviária ficou ‘vazia’ em um dia de muitos atrasos

As manifestações dos caminhoneiros nas principais rodovias de nossa região afetaram diretamente quem precisava de ônibus intermunicipais e interestaduais. A rodoviária de Piracicaba viveu uma tarde e noite de segunda-feira (31) com muitos atrasos de ônibus, desinformação e preocupação por parte dos usuários.

As principais rotas, como São Paulo, Campinas e São Pedro, por exemplo, tiveram atrasos de até três horas, pois os ônibus não conseguiam chegar a seus destinos, a fim de retornarem no tempo correto.

O motorista Carlos Gadelha, da viação Piracicabana, chegou a Piracicaba por volta das 20h30 desta segunda-feira, vindo de São Paulo. Para fazer essa viagem em aproximadamente quatro horas, ou seja, uma hora a mais que o previsto, ele teve de mudar a rota: saiu da rodovia dos Bandeirantes e veio pela Castelo Branco. "A Bandeirantes estava fechada no km 107 e no km 130", disse. 

A viação Piracicabana seguiu com a venda de passagens para São Paulo, mas avisou aos usuários dos atrasos. A viação Cometa, no entanto, cancelou o ônibus das 20h30 para o Rio de Janeiro, pois a via Dutra estava intransitável. "A gente tinha oito passageiros. Agora, eles poderão trocar a passagem em outro dia", disse a funcionária Aline Gandelini.

ESTUDO E SAÚDE

As amigas Luana Moraes, 19, e Regina Cosme, 20, estavam em busca de um ônibus para São Pedro por volta das 20h30 desta segunda-feira. Mas ficaram preocupadas com a demora, pois a previsão de chegada do ônibus seria após as 23h.

Situação parecida a da professora Maria da Silva, 40. Ela veio a Piracicaba para dar um curso, mas ficou "presa" na rodoviária. "Estou esperando o ônibus para Campinas desde as 17h30", contou ela, quando o relógio já marcava 20h40. "Não tem o que fazer senão esperar".

Já a aposentada Maria Anchieta, 61, não quis esperar. Ela veio de Tietê à Noiva da Colina fazer um tratamento de câncer, mas teve de pedir auxílio ao esposo por volta das 21h de ontem. "Eu comprei a passagem, mas o ônibus não tem previsão de chegada. Por isso, pedi para o meu marido me buscar", disse Maria, que completou com bom humor. "Ele vai cortar os canaviais para me pegar. Não tem jeito", finalizou.

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