Anna Clara foi diagnosticada com neuroblastoma e precisa tomar medicação estrangeira
Anna Clara Eleuterio Lucena nasceu em 2016 e em 2020, após completar quatro anos de idade, se queixou de uma dor na boca. Sua mãe, Anali Eleutério identificou uma ferida na parte interna, próxima a gengiva, parecida com uma afta. A criança passou por consultas com pediatras e exames, aonde foi cogitado o diagnóstico de estomatite, mas ela não melhorava com o uso de antibióticos.
Anali conta ao JP que os dias passavam e sua filha não melhorava. “Ela começou a ficar muito sonolenta, não comia, dormia o dia todo, estava com muita fraqueza no corpo, não conseguia ficar em pé”, ela disse. Anna precisou passar por outros exames, nos quais se constatou que as feridas em sua boca eram uma metástase que estava nos ossos, ou seja, um diagnóstico de câncer infantil. Ela estava com neuroblastoma grau 4 (o estágio mais grave) e tumor suprarrenal de 7cm no lado esquerdo.
Piracicaba não realiza o tratamento para câncer infantil, então Anna foi encaminhada para o Hospital Boldrini, em Campinas, para receber quimioterapia, remoção do tumor e transplante de medula óssea.
Atualmente, ela ainda faz uso de imunoterapia pelo Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) em São Paulo, último recurso disponibilizado no Brasil. Porém, há chance de reincidência e o neuroblastoma é um dos tipos de câncer infantil com a menor taxa de sobrevivência, de apenas 15%, segundo o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.
Preocupada com a saúde e bem-estar da filha, Anali fez pesquisas em busca de um tratamento ainda mais eficaz e descobriu a DFMO (Difluorometilornitina oral), uma medicação americana de prevenção. Um dos efeitos do medicamento é o de manter as células, saudáveis e por consequência, não permitir que o tumor volte, permanentemente.
O medicamento ainda não é liberado para uso no Brasil, mas Anna cumpre todos os requisitos necessários para o uso, no exterior.
A medicação será fornecida a ela de forma gratuita pelo Hospital Atrium Health, na cidade de Charlotte, no estado Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
Mas, as passagens aéreas, hospedagem, transporte e alimentação ficará por conta da família, que está com a arrecadação de doações em dinheiro por meio da chave PIX: 19996142215 (Anali) para custear o valor total de R$180 mil reais necessários para as viagens.
“Precisaremos levar a Anna para tomar a medicação nos Estados Unidos, cinco vezes durante dois anos”. Até o fechamento desta reportagem, apenas R$ 22 mil haviam sido arrecadados.
Laís Seguin
lais.seguin@jpjornal.com.br
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