Estado de São Paulo alcança melhor avaliação da educação básica na história

Por Laís Seguin |
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Dados nacionais do setor referentes ao ano passado foram divulgados nesta sexta-feira

A educação estadual de São Paulo alcançou, em 2021, o melhor desempenho da história no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) para os anos finais do ensino fundamental, com pontuação de 5,3. O crescimento foi de 0,1 ponto em relação ao resultado registrado em 2019. Os dados do Ideb do ano passado foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que também apontam que a rede estadual de São Paulo avançou nos anos finais do ensino fundamental. Os números também trazem os resultados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

Os dados demonstram o impacto positivo das medidas do Governo do Estado para garantir o ensino na pandemia tiveram na aprendizagem dos estudantes. Apesar da variação de indicadores, os níveis de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática, de acordo com os critérios do Ministério da Educação, foram mantidos em todos os ciclos de ensino.

Além da liderança de São Paulo, Ceará e Goiás, ambos também com pontuação 5,3, o ranking do Ideb para os anos finais do ensino fundamental nas redes estaduais mostra o Paraná em segundo lugar, com 5,2, e Rio Grande do Sul e Minas Gerais em terceiro, com 5. O Ideb é o principal indicador da qualidade dos sistemas educacionais brasileiro. Ele é calculado com base nas médias da Prova Brasil e fluxos de aprovação, reprovação e abandono extraídos do Censo Escolar.

Desde o início da pandemia da covid-19, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo não mediu esforços para garantir educação de qualidade a todos os estudantes. A oferta das aulas mediadas por tecnologia foi fundamental para a manutenção das atividades durante o fechamento das escolas devido a protocolos sanitários.

Por meio do Centro de Mídias, desenvolvido em abril de 2020, os estudantes da rede estadual tiveram acesso às aulas inéditas em tempo real, interatividade e tira-dúvidas com professores das suas turmas, em manutenção ao ensino remoto.

O Estado também investiu em avaliações diagnósticas, processuais e formativas, fundamentais para apoiar a recuperação da aprendizagem abalada pelo afastamento dos estudantes.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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