“Tenho arma para defesa e para tiro esportivo”, diz bancária

Por Laís Seguin |
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Mariana Truffi adquiriu sua primeira arma em 2020

Mariana Truffi, 50 anos, é bancária e desde muito jovem passou a se interessar por armas. Seu primeiro contato foi em 2017, por meio de um amigo que praticava tiro esportivo. Mas foi em 2020 que procurou obter o registro legal. “Moro sozinha, em áreas de chácaras, por isso fui atrás para poder ter armas dentro das leis vigentes. Não é fácil o processo e, principalmente, à espera por elas dentro dos trâmites legais. Tenho arma para defesa pessoal e para praticar tiro esportivo”, afirma.

Ela citou a importância de o atirador ir a um stand de tiro para passar por treinamentos – ela é associada ao Texas Guns. “Quando eu peguei a arma pela Polícia Federal, fui várias vezes no Texas Guns treinar. É fundamental que você saiba o que está fazendo e que tenha confiança na hora que precise usar para defesa, por exemplo. Eu me dedico ao esporte, sempre estou fazendo cursos e não vou parar por aí”, cita a bancária.

AVALIAÇÃO TÉCNICA
O JP consultou a psicóloga credenciada pela Polícia federal, Ana Carolina Carvalho Pascoalete. Ela explica que o candidato ao registro e manuseio de arma de fogo deve passar por uma avaliação psicológica que pode ser realizada individual ou coletivamente. “Será observado o seu comportamento durante todo o tempo que permanecer em avaliação, serão realizados testes psicológicos validados para a amostragem em questão, perfil para manuseio de arma de fogo, além de entrevista individual para coletar informações e averiguar o momento atual da vida da pessoa, experiências, hábitos, condutas que são compatíveis ao perfil sugerido para aprovação”, explica.

Carolina diz que a busca por armas aumentou. “A demanda tem aumentado sim, porque temos um governo que apoia a população armada. Diferente de governos anteriores que promoviam campanhas de desarmamento”, opina.

Nani Camargo
Especial para o JP

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