Além da criança, demais casos são de homens com 23, 29 e 35 anos, todos sem histórico de viagem ao exterior
A Prefeitura de Piracicaba confirmou nesta segunda-feira (8) mais quatro casos de Monkeypox, conhecida como varíola dos macacos, na cidade. Entre os pacientes, está um bebê de um ano. Os demais casos são de homens de 23, 29 e 35 anos, todos sem histórico de viagem ao exterior, segundo a Secretaria de Saúde. Todos os pacientes e os responsáveis pela criança foram notificados e seguem em isolamento domiciliar, sob acompanhamento da Vigilância Epidemiológica.
Os outros dois confirmados na cidade foram informados em 31 de julho e na última sexta-feira (5). Além de Piracicaba, na região Santa Bárbara d'Oeste (SP) também tem um caso confirmado.
"O vírus da Monkeypox faz parte da mesma família da varíola e é importante salientar que o atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. A transmissão ocorre entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual", explica o secretário de Saúde, Filemon Silvano.
Para se prevenir da Monkeypox é necessário tomar alguns cuidados muito importantes, como evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele; evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença; fazer a higienização das mãos com água e sabão e uso de álcool em gel; não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais; fazer o uso de máscaras, protegendo contra gotículas e saliva, entre casos confirmados e contactantes.
O principal sintoma é o surgimento de lesões parecidas com espinhas ou bolhas que podem surgir no rosto, dentro da boca ou em outras partes do corpo, como mãos, pés, peito, genitais ou ânus; caroço no pescoço, axila e virilhas; febre; dor de cabeça; calafrios; cansaço; e dores musculares.
Outras informações sobre a doença podem ser obtidas pelo telefone (19) 3437-7800.
TRATAMENTO – O período de incubação do Monkeypox é tipicamente de 6 a 16 dias, mas varia de 5 a 21 dias. O período de transmissibilidade ocorre a partir do início dos sintomas até o desaparecimento das crostas.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não existem tratamentos específicos para a infecção pelo Monkeypox, já que os sintomas da doença geralmente desaparecem espontaneamente. O tratamento é sintomático e envolve a prevenção e tratamento de infecções bacterianas sintomáticas. Ainda, de acordo com a OMS, a vacinação contra a varíola demonstrou ajudar a prevenir ou atenuar a varíola causada pelo Monkeypox, com uma eficácia de 85%.
Da Redação
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