Orquestra Sinfônica retorna projeto que leva música às escolas municipais

Por Laís Seguin |
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Cerca de 100 alunos assistiram a atividade na Escola Municipal Antônio Boldrin

Com olhares curiosos e cheios de perguntas, cerca de 100 alunos de quatro meses até 6 anos da Escola Municipal Antônio Boldrin, no bairro Parque Orlanda, puderam conhecer alguns dos instrumentos utilizados na OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba). O grupo retornou com o projeto didático “Música nas Escolas” nesta quinta-feira (26), parado por dois anos devido à pandemia. Em parceria com a SME (Secretaria Municipal de Educação), a atividade visa levar a música ligada ao universo infantil para as crianças se aproximarem e conhecerem o gênero clássico.

O diretor da escola, Peterson Rigato, reforça sobre o espaço da Educação Infantil ser importante para divulgar o trabalho. “É uma iniciação com a música e a orquestra. Desta forma, as crianças podem conhecer os instrumentos que não temos acesso”, comenta ele.

Divididos em quartetos, os integrantes representam três grupos diferentes: madeira (flauta, oboé, clarinete e fagote), metais (trompa, trompete, trombone e tuba) e cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo). Durante a visita, foi a vez dos músicos da madeira: Antônio Carlos Garcia (fagote), Reinaldo dos Anjos (clarinete), Heleodoro de Moraes (Oboé) e Wesley Moraes (Flauta). Eles apresentaram todos os instrumentos, como funcionam, as suas finalidades e realizaram brincadeiras com sons.

“A ideia do projeto é as crianças terem o contato inicial com a música clássica e erudita. Apesar que tocamos na maioria das vezes as músicas populares, mas com arranjos clássicos. O fato de ouvirem esse tipo de música, pode construir a melhora e a concentração na cultura em si”, salienta o fagotista, Antônio Garcia.

O repertório foi repleto de coletâneas do mundo infantil, como músicas da trilha sonora do filme Frozen, A Pantera Cor de Rosa, Rosa (Pixinguinha), Balão Mágico, Old McDonalds e Super Mario Bros.

A aluna Olivia Adorno das Neves, de 4 anos, disse ter gostado muito da flauta. “Já vi instrumentos no circo, mas nunca numa orquestra”, contou ela. Já a aluna Lorena Melega, de 5 anos, disse que essa era a primeira vez que via músicos tocando de perto.

O projeto percorrerá em 42 escolas até o fim do ano, com o objetivo de atingir até 3.700 crianças, superando o total dos anos de 2018 e 2019 com 2 mil alunos e 21 instituições.

Fernanda Rizzi
fernanda.rizzi@jpjornal.com.br

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