Prefeitura de Piracicaba entra com ação no TJ-SP para reajuste de 10,56% no salário dos servidores

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Segundo a administração ação se faz necessária diante da intransigência do Sindicato dos Municipais

A Prefeitura de Piracicaba informou, nesta quarta-feira (21), que a Procuradoria Geral do Município protocolou ontem no TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), petição para que a Justiça defira ainda neste mês o pagamento do reajuste de 10,56% aos servidores públicos. Segundo a administração municipal, a ação se faz necessária diante da intransigência do Sindicato dos Trabalhadores Municipais em não aceitar a proposta de reajuste apresentada pela prefeitura e para que o funcionalismo não fique o segundo mês sem o repasse.

O diretor do sindicato dos servidores municipais, José Osmir Bertazoni, viu com estranheza o fato de a prefeitura recorrer à Justiça para o pagamento de verbas incontroversas aos servidores públicos. Segundo ele, basta apresentar um projeto de lei à Câmara Municipal para que o pagamento seja autorizado.

Segundo o dirigente, a atitude (petição na Justiça) ignora completamente o Poder Legislativo e também sugere que a prefeitura queira ganhar tempo, tirar a credibilidade do sindicato ou, em último caso, revela que esteja mal orientada juridicamente.

Bertazoni negou que o sindicato dos servidores seja intransigente como citado pela administração municipal. “Nós passamos por 11 prefeitos e nenhum deles nos chamou de intransigentes, a intransigência é do prefeito (Luciano Almeida)”, afirmou.

O diretor lembrou que os servidores acumulam perdas salariais de três anos e, portanto, querem receber; “Jamais fomos intransigentes e é até ‘mau caratismo’ por parte do gestor – que sempre foi recebido e atendido pelo sindicato – se referir dessa
forma”, criticou.

“É muito difícil lidar com uma pessoa que não tem noção do seu tamanho, isso é lamentável”, acrescentou o sindicalista.

PARCELAMENTO
A proposta da prefeitura para o dissídio dos servidores é de repasse 10,56%, a partir de 1º de março; 3,17% a partir de 1º de setembro; 3,17% a partir de 1º de setembro de 2023 e outros 3,16% a partir de 1º de março de 2024, o que totaliza um reajuste de 20,06%.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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