Em mais um ano sem campanha antirrábica, Saúde aconselha procurar clínicas particulares

Por Laís Seguin |
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Na sexta-feira, o Centro de Zoonoses confirmou primeiro caso de raiva em morcego em Piracicaba em 2022

Há três anos sem realizar campanha antirrábica, por determinação do Ministério da Saúde e do Governo do Estado, a Secretaria de Saúde de Piracicaba orienta os tutores de cães e gatos a buscarem por clínicas veterinárias particulares para a imunização dos animais. Nesses locais, o medicamento custa R$ 52. Para o médico veterinário Elienai Luís de Souza, a situação é preocupante uma vez que Piracicaba teve casos de raiva em diferentes pontos da cidade.

“Por se tratar de uma zoonose é preocupante e é preciso vacinar os animais, Piracicaba já teve casos de raiva espalhados e como a prefeitura não vai vacinar, a orientação é que os proprietário procurem as clínicas para vacinar os animais”, observou o veterinário acrescentando que grande parte dos tutores não tem a preocupação de imunizar o animal contra a raiva.

“Há uma certa dificuldade porque, como tem a vacinação gratuita e todo ano se espera que a prefeitura vá vacinar, os tutores terminam relaxando nessa questão da vacina, por isso a maioria não se preocupa tanto”, pontuou Souza.

Nesta sexta-feira (8), o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), confirmou o primeiro caso de raiva em morcego em Piracicaba, neste ano. O resultado positivo foi confirmado pelo laboratório do CCZ da Capital ontem. O morcego estava morto e foi encontrado no bairro Parque Orlanda, na segunda-feira (4), na travessa Silvio Brusanti. De acordo com a prefeitura, neste ano, o CCZ já recolheu e enviou para diagnóstico da raiva 124 morcegos.

No ano passado, ao todo, foram cerca de 350 animais recolhidos, com sete positivos para a doença nos bairros Colina Verde, Campestre, São Dimas, Santa Rosa, Vila Rezende, Água Branca e Morumbi. Em 2020 foram recolhidos cerca de 300 animais, com seis positivos para a raiva, sendo dois recolhidos no Parque Orlanda, e os demais no Jupiá, Centro, Pau D’Alhinho e Vila Independência.

A Secretaria de Saúde informou que o Ministério da Saúde e o Governo do Estado de São Paulo mantiveram a suspensão da campanha por mais este ano, levando em conta a situação epidemiológica da raiva no Estado, onde não se verifica a circulação do vírus da raiva em humanos há mais de duas décadas. A Saúde informou que apesar da suspensão da campanha, mantém vacinação antirrábica para cães e gatos – que tiveram contato com morcegos.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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