Justiça e punição aos assassinos de seu irmão. É somente isso o que a garçonete Andreia Galdino, de 35 anos, pede, desde o dia em que seu irmão Marcos Galdino foi morto a pauladas em Piracicaba (SP). O crime ocorreu na madrugada do dia 08 de março, no bairro Jardim Glória, e, desde então, segue sem solução. A polícia também não deu nenhum retorno.
"Meu irmão, por ser usuário de drogas, estava morando em um ferro-velho na avenida Raposo Tavares", explica Andreia Galdino, comovida, ao JP. "Não sei o que houve ao certo, mas quando ele estava atravessando a rua, alguns indivíduos foram até ele e deram várias pauladas na cabeça dele com uma barra de ferro. Na sequência, esses indivíduos pegaram um tijolo e jogaram na cabeça do meu irmão."
Após a agressão, uma viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi até o local, prestou os primeiros socorros a Marcos Galdino e o socorreu em estado gravíssimo até o hospital da Santa Casa, onde ele ficou internado por pouco mais de duas semanas.
"Quando a viatura do Samu chegou para socorrê-lo, todo mundo que o espancou já havia ido embora. Meu irmão foi espancado por cinco pessoas. Um desses agressores estava em um veículo Chevrolet Astra de cor preta", conta a irmã.
Marcos Galdino teve que passar por uma cirurgia na cabeça, visto que metade de seu crânio ficou destruída devido às pauladas. Ele ficou em coma e entubado por uma semana. Depois deste período, os médicos tiraram o respirador. Marcos respirava, porém seguia inconsciente e em coma profundo. Apesar de todos os procedimentos ao qual ele foi submetido, Marcos não resistiu e veio a falecer na sexta-feira, 25 de março, dezessete dias após o crime. Marcos Galdino tinha 37 anos e trabalhava como ajudante de pintor.
O crime ocorreu no cruzamento da avenida Raposo Tavares com a rua Honorato Faustino, no bairro Jardim Glória, ao lado da Igreja Universal e próximo também a uma loja de material de limpeza. De acordo com Andreia, o local possui câmeras de monitoramento e os agressores podem ter sido registrados.
"Minha mãe fez o boletim de ocorrência e o caso continua sem solução. A polícia nunca falou nada. Ninguém sabe de nada e parece que ninguém está fazendo nada. Meu irmão foi morto cruelmente, ele estava irreconhecível quando o enterramos. Eu quero justiça", desabafa.
Rafael Fioravanti | rafael.fioravanti@jpjornal.com.br

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