Companhia de dança do interior paulista é referência no Estado

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Conheça a cia de dança completa que se apresenta nesta semana em Piracicaba

O bailarino e coreógrafo Arilton Assunção é o fundador da Faces Ocultas Companhia de Dança e estará em Piracicaba na próxima sexta-feira (dia 1º) com o espetáculo ‘Elis - Viver É Melhor Que Sonhar’. Ari contabiliza quase 400 prêmios, entre nacionais e internacionais, e comemora em 2022 os 25 anos de sua companhia de referência na arte no interior paulista. Natural de Salto, o coreógrafo mantém um trabalho social com a dança, incluindo a República de Bailarinas – umas das pioneiras no Estado de São Paulo e único na oferta gratuita de infraestrutura para moradia e alimentação. “O que temos no interior é muito rico. O que chega na Capital é o que está pronto. Sobreviver de arte é difícil em qualquer lugar. Para quem começa é devoção e resiliência.”

O espetáculo tem direção geral e artística de Ari e produção de Vinicius Ferreira, com participação 18 bailarinos entre elenco oficial, estagiários e bailarinos do projeto social da companhia. “O público pode esperar brasilidade neste espetáculo. A nossa companhia sempre tem este compromisso de falar das pessoas e de coisas do nosso País. É uma narrativa da qual eu gosto e trabalho muito. Teremos emoção e, ao mesmo tempo, diversão, com reflexão sobre o momento pelo qual passamos dentro de um espetáculo muito atemporal. “

A Faces Oculta acumula de 380 a 390 prêmios. “Em maio, completamos 25 anos. É um longo trabalho que vem sendo reconhecido. Todos os prêmios são muito importantes, não é possível destacar alguns. Isso porque cada um deles conta um momento, uma história da companhia. Todos eles são especiais.” Entre todos os títulos recebidos está o Prêmio Denilto Gomes, concedido pela Cooperativa Paulista de Dança, pelo funcionamento ininterrupto da cia saltense.

O trabalho social, chamado ‘Primeiros Passos’ e ‘Balé Jovem Faces Ocultas’, atende público carente com aulas de dança gratuitas. A primeira etapa inclui crianças dos quatro aos 13 anos, quando passam para a fase do balé jovem. “Aos 16 anos, podem estagiar na companhia oficial e serem inseridos em alguns espetáculos. Este projeto tem como objetivo formar artisticamente com esse nosso olhar de transformação a partir da dança”. Ambos os projetos não têm fins lucrativos e deles já saíram vários bailarinos em grandes grupos, como Deborah Colker, Balé do Estado de São Paulo, São Paulo Cia de Dança, ‘exportando’ profissionais para outros países, como os da Europa.

Faces Ocultas está circulando nos palcos com fomento vindo de legislação e programas de incentivo à cultura. Além do espetáculo que vem para Piracicaba, a companhia apresenta ‘1964’ e deverá estrear em breve ‘Donos da Terra’, abordando a questão dos povos indígenas, e ‘Frida’.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

LEIA MAIS

Comentários

Comentários