Em Piracicaba, mulher faz BO após constatar movimentação indevida de R$ 36 mil em sua conta

Por Rafael Fioravanti |
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Em Piracicaba, uma professora de 49 anos procurou a Polícia Civil do município, na noite desta quarta-feira (16), após constatar movimentações financeiras indevidas em sua conta em valores excedentes a R$ 36 mil. A Polícia Civil registrou o caso como golpe de estelionato.

A vítima conta que, no dia 12, recebeu em seu celular um SMS de um número desconhecido 011. Ao clicar nesta referida mensagem, um link do Banco do Brasil foi aberto em seu celular solicitando sua senha de acesso. A vítima não forneceu nenhum dado e rapidamente fechou a mensagem.

Já nesta quarta-feira (16), a vítima recebeu uma ligação em seu celular de uma mulher chamada Juliana, que se identificou como funcionária do Banco do Brasil. A mulher disse que golpistas haviam tentando transferir R$ 36 mil de sua conta e que, para impedir isso, a vítima deveria comparecer em sua agência bancária para contestar a transferência. A vítima relata que foi até a agência do Banco do Brasil da avenida Independência, contudo o local já estava com o expediente encerrado.

Ainda na agência, a vítima novamente recebeu um telefonema dessa tal Juliana. Primeiro, a mulher pediu que a vítima realizasse o bloqueio de todos os aparelhos eletrônicos vinculados à sua conta; na sequência, a mulher pediu que a vítima mudasse sua senha de acesso on-line e, assim, contestasse o débito indevido. A vítima realizou todo o procedimento e ao conferir o extrato computadorizado, percebeu que, na realidade, tudo não se tratava de uma contestação, mas de um TED no valor de R$ 36.400 que ainda não havia sido finalizado. A vítima desconfiou o procedimento e, ao realizar o acesso por meio de outro caixa eletrônico, constatou outro TED à mesma pessoa; desta vez, no valor de R$ 9.999.

Às 16h30 do mesmo dia, ao perceber que já havia sido vítima do golpe, a professora entrou em contato com o Banco do Brasil para informar que havia ocorrido movimentação financeira indevida em sua conta. Já às 21h40, a vítima também procurou a Polícia Civil do município para relatar o ocorrido. O delegado Carlos Vinicius Martins Lopes tomou ciência do caso e registrou o incidente como crime de estelionato, conforme rege o artigo 171 do Código Penal. Agora a vítima possui um prazo decadencial de seis meses para representar criminalmente, caso deseje que uma investigação seja aberta.

Ela reside no bairro Jardim Elite.

Rafael Fioravanti | rafael.fioravanti@jpjornal.com.br

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