Jogadores piracicabanos voltam ao País amanhã

Por Laís Seguin |
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Victor Adame e Gabriel Patreze vão para Hungria e passam pela Alemanha antes de chegar ao Brasil

Fim do sofrimento para os atletas piracicabanos Victor Adame, 20, e Gabriel Patreze, 22. Os jogadores do Volchasnk, da Ucrânia, partem nesta quinta-feira, 3, da Eslováquia, logo cedo, com destino a Budapeste, na Hungria. Por volta das 11h (horário de Brasília), eles seguem para a Alemanha e têm chegada prevista ao Brasil nesta sexta-feira, 4, ainda de madrugada, por volta das 4h40, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Além dos piracicabanos, vêm junto no mesmo voo seus companheiros de clube Luan, que é do Rio de Janeiro-RJ; Joanderson, de Recife-PE; e Wendel, de Limeira-SP. A informação é do analista João Paulo Barbosa Araújo, 29, piracicabano que mora na Eslováquia e acolheu os jogadores em sua casa após os meninos deixarem a Ucrânia.

“Muito ansioso”, disse Victor Adame, que conversou com JP, por volta das 2 horas da madrugada desta quinta-feira, direto da cidade de Kocise, na Eslováquiia. “Amanhã a gente volta. Mas agora está tranquilo. Depois que chegamos aqui está tudo em ordem”, completou Patreze.

LIVRAMENTO
O centro de Kharkiv, na Ucrânia, voltou a ser intensamente bombardeado pela artilharia russa na manhã (madrugada em Brasília) desta quarta-feira, 2, no sétimo dia da ofensiva de Moscou contra o território ucraniano. Foi o segundo dia de ofensiva à segunda maior cidade ucraniana, com mais de 1,5 milhão de habitantes. Ataques aéreos causaram mortes entre a noite de terça e a madrugada de quarta, enquanto tropas russas continuavam a avançar pelo país. Segundo militares russos, Kharkiv foi tomada.

Kharkiv é a cidade onde os cinco jogadores brasileiros do Volchansk, incluindo os piracicabanos Victor Adame, 22, e Gabriel Patreze, 20, se refugiaram por alguns dias antes de partirem para a Eslováquia. Eles deixaram Kharkiv no sábado e fizeram uma viagem de trem de mais de 30 horas até cruzarem a fronteira. Três dias depois da saída dos jogadores, ou seja, na terça-feira, 1º, os russos tomaram a cidade e os bombardeios se intensificaram, deixando muitos civis mortos.

Até a semana passada, Kharkiv era considerada um lugar “tranquilo” em meio à guerra. “Mas a qualquer barulho que escutamos, descemos e ficamos no bunker do prédio, onde é mais seguro em casos de bombardeios”, disse Victor Adame ao Jornal de Piracicaba, há uma semana. O clima de “segurança” tinha o contraste nas ruas, onde a segunda maior cidade da Ucrânia já estava praticamente deserta. “A cidade, que costumava ser movimentada, está bem parada”, constata o piracicabano.

Nesta quarta-feira, 2, Adame e Patreze voltaram a falar com a reportagem do JP e comentou sobre essa ofensiva em Kharkiv. “É uma sensação de alívio por não estar lá”, contou. “Mas misturado com a tristeza pelas pessoas da cidade que ficaram. Os ataques estão cada vez mais piores na cidade”, lamentou o jogador piracicabano.

“É muito triste. A sensação é que foi Deus que tirou a gente dali. No momento certo. Na última hora que a gente poderia sair, no último trem”, acrescenta, emocionado, Gabriel Patreze.

Em Kharkiv, tropas aerotransportadas da Rússia desembarcaram durante a madrugada desta quarta-feira, 2. “Um grupo de paraquedistas russos desembarcou em Kharkiv”, disse o centro operacional das Forças Armadas da Ucrânia em seu canal Telegram. Segundo o órgão, “os ocupantes atacaram o hospital, o Centro Clínico Médico Militar da Região Norte” e eclodiu uma batalha entre os invasores e os defensores ucranianos.(COM AGÊNCIAS)

Erivan Monteiro
erivan.monteiro@jpjornal.com.br

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