Novo maestro da Sinfônica de Piracicaba estreia oficialmente hoje

Por Laís Seguin |
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Andreas assumiu posto de Jamil Maluf como diretor artístico e regente titular

Knut Andreas faz sua primeira apresentação hoje (sábado) como maestro oficial à frente da OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba). O alemão rege os concertos de abertura da Temporada 2022 na Catedral Santo Antônio para 500 pessoas, divididas em duas sessões – às 16h e 19h. O evento tem por objetivo levantar fundos para a manutenção do órgão de tubos instalado na igreja – faça uma doação pelo PIX a Paróquia de Santo Antônio com a chave CNPJ 44.802.999/0005-91. O conjunto musical é mantido com recursos da prefeitura por meio da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural) e com os patrocínios prata da Caterpillar e Hyundai e o patrocínio bronze da CNH Industrial, via Lei de Incentivo à Cultura. São apoiadores a Empem (Escola de Música de Piracicaba Maestro Ernst Mahle), o Jornal de Piracicaba, a Revista Arraso e a Rádio Educativa FM.

Os ingressos gratuitos foram distribuídos pela paróquia e estão esgotados. Os que se anteciparam e pegaram bilhetes para entrada nas apresentações poderão acompanhar um espetáculo ímpar da OSP acompanhada pelo som do órgão de tubo. O programa será conduzido por Andreas, que nasceu e ainda mora em Potsdam (Alemanha). Há 10 anos, ele se dedica ao trabalho intercultural entre Brasil e Alemanha. Na OSP, o alemão atuou como maestro convidado em quatro ocasiões a partir de 2019. Andreas assumiu as funções de diretor artístico e regente titular em dezembro de 2021, após o maestro piracicabano Jamil Maluf, responsável pela orquestra desde 2015, tornar-se maestro emérito.

Andreas comemora a oportunidade de abrir a temporada em um templo religioso. “Qualquer igreja, católica ou protestante, sempre é um lugar de música e também um ambiente fantástico para realizar concertos, independente da questão da religião", aponta Andreas, destacando a boa acústica típica da arquitetura de igrejas e o efeito na execução do som de uma orquestra. Outro fato interessante é que a estreia da OSP, em 25 de março de 1900, ocorreu na antiga Matriz de Santo Antônio, demolida para dar lugar à atual Catedral.

As peças ao órgão de tubos serão executadas pelo organista piracicabano Júlio Amstalden, mestre em artes pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) e doutor em educação pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Ele foi organista e regente de coro do Núcleo Universitário de Cultura da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e, na mesma instituição, deu aulas no curso de licenciatura em música. Ainda em Piracicaba, Amstalden foi organista da Igreja do Sagrado Corac?a?o de Jesus e professor de música no Seminário São Fidelis. Também participou de cursos na França e na Suíça e fez apresentações em Buenos Aires (Argentina), Morelia (México) e Edmonton (Canada?), onde também estudou, além de recitais em Campinas, Vinhedo, São Paulo, Tiradentes, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

PROGRAMA
O maestro Knut Andreas revela que a ideia do programa foi a de apresentar ao público um concerto ecumênico, com compositores que professam as fés católica e protestante. Coincidentemente, todos os autores das obras são de nacionalidade alemã, como o maestro. De Johann Sebastian Bach, a OSP apresenta duas peças: o ‘Coral: Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645 - (Acordai, chama-nos a voz)’, estreada em 1731, e a ‘Tocata e Fuga em ré menor, para órgão solo, BWV 565’, escrita por volta de 1704 e que ganhou maior notoriedade a partir de 1940, ao integrar a abertura do desenho Fantasia, da Walt Disney. A peça é foi incluída por muitos musicólogos em uma lista das dez maiores obras da música universal.

Ainda ao som do órgão de tubos, a Sinfônica de Piracicaba apresenta a ‘Suite Nº 3 para Órgão e Orquestra, Op. 88B’, de Max Bruch, que terá a corregência de Phelipe Serafim. A música teve sua estreia em maio de 1909, em Londres. Para o encerramento, o público acompanhará a ‘Sinfonia Nº 7 em lá maior, Op. 92’, estreada em 1813, em Viena, e classificada pelo autor, Ludwig van Beethoven, como a sua principal obra.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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