Uma mulher de 37 anos foi presa nesta quarta-feira (22) por investigadores da Polícia Civil de Charqueada (SP), pela prática de crime de estelionato. Na ocasião, ela tentava abrir uma conta no Banco do Brasil com documentos falsos.
A indiciada, de 37 anos, identificada como V.F.S, confessou à polícia que, após a abertura da conta, faria empréstimos em nome da vítima, além de transferir um benefício pago pelo INSS para a nova conta. Com isso, todos os valores seriam sacados pela golpista, deixando a vítima com débitos junto à instituição bancária e sem o dinheiro do respectivo benefício.
Os investigadores da Polícia Civil da cidade de São Pedro, ao tomarem conhecimento da prisão da golpista, foram entrevistá-la. Ela confessou ter tentado praticar o mesmo golpe no Banco do Brasil da cidade de São Pedro no dia 08 deste mês. Na ocasião, ela teria apresentado documentos falsos, com dados de outra pessoa, porém com sua própria fotografia, e pedido para uma funcionária da agência bancária abrir uma conta corrente. Após a abertura da conta, a golpista faria empréstimos e transferiria uma pensão por morte que a vítima tinha direito no valor de R$ 3.202,83, paga pelo INSS, para a nova conta. Assim, a golpista sacaria todos os valores, deixando mais uma vítima sem o benefício previdenciário e com dívidas decorrentes dos empréstimos.
A golpista também declarou à Polícia Civil que saiu da cidade de São Paulo (bairro Capão Redondo) e veio aqui para o interior do Estado apenas para praticar os golpes. Ela disse ainda que pratica estelionato há cerca de seis meses e que, neste período, já lucrou cerca de R$ 30 mil com a atividade criminosa.
Para obter sucesso nos golpes, a golpista conseguia dados pessoais das vítimas e depois adquiria documentos falsificados contendo sua fotografia. Posteriormente, ela se dirigia até o INSS, onde conseguia uma senha no nome da vítima. Isso permitia que ela verificasse pela internet se aquela pessoa possuía ou não algum benefício pago pelo INSS. Caso houvesse algum benefício e a inexistência de uma conta no Banco do Brasil, a golpista ia até uma cidade do interior do Estado e realizava todos os procedimentos.
A Polícia Civil continuará as investigações para tentar identificar o envolvimento de outras pessoas na ação.
Rafael Fioravanti | rafael.fioravanti@jpjornal.com.br
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